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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

San Juan: pai de tripulante revela 'farsa' de Macri enquanto Marinha duvida de resgate

Jorge Suárez, pai de um dos 44 tripulantes que navegaram a bordo do submarino San Juan da Marinha argentina, disse à Sputnik que as autoridades argentinas sempre souberam o desfecho do desaparecimento, mas esconderam a localização da embarcação agora encontrada.


Sputnik

"É totalmente crível que eles sempre souberam onde estavam e sempre mentiram para nós", afirmou o pai do primeiro cabo Germán Suárez, o sonarista do submersível.


Desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan
© AP Photo / Marina Devo

Como autor no processo judicial que investiga o que aconteceu com o navio, Suárez advertiu que agora "vamos iniciar a luta judicial".

"Nós já sabíamos que o jogo [de cena] que se fez esta semana que já era conhecido [o paradeiro] desde o início, e são tão ruins que eles estavam chegando até o submarino (o navio da empresa US Oceano Infinito foi quem deu o paradeiro do San Juan)", comentou.

Segundo a sua opinião, "é evidente que eles forçaram o navio [dos EUA] para ir a esse ponto", continuou. Todos os parentes, conectados através de uma rede de Whatsapp, "pensamos a mesma coisa", defendeu.

Dado que o presidente argentino Mauricio Macri é chefe de Estado e responsável pelas Forças Armadas pela Constituição, "ele é responsável pelas 44 mortes", advertiu o pai do tripulante.

"Eles mataram nossos filhos, eles os mataram, e Macri e [o ministro da Defesa Oscar] Aguad sempre souberam", insistiu Suárez.

O Ministério da Defesa publicará em poucos dias um relatório no qual se referirá à ruptura de uma válvula como a causa mais provável do incidente sofrido pelo submersível.

O relatório, produzido por 2 almirantes e um capitão "não vai convencer ninguém, vão dizer que foram inexperientes, mas andavam com um submarino aos pedaços, um submarino quer não deveria ter zarpado", acrescentou.

O Ministério da Defesa e a Marinha da Argentina relataram na madrugada deste sábado que o contato detectado horas antes a 800 metros de profundidade coincidiu com o submarino desaparecido em 15 de novembro de 2017.

Seu filho Germán Oscar Suárez era da província de Santa Fé (centro-oeste) e tinha 29 anos de idade.

Sem tecnologia para o resgate

A Argentina não tem os recursos ou tecnologia para extrair o submarino San Juan do fundo do mar, reconheceu o ministro da Defesa Oscar Aguad.

"Não temos meios nem tecnologia para descer às profundezas do mar", disse a autoridade neste sábado, durante uma coletiva de imprensa.

O ministro da Defesa admitiu que o país sul-americano não tem um AUV ('veículo subaquático autônomo') nem com um ROV (sigla do inglês 'remote operated vehicle') para verificar o fundo do mar.

A Argentina também não possui o "equipamento para extrair um navio dessas características", acrescentou Aguad.

"Não podemos afirmar ou negar que isso possa ser usado, o tempo nos dará a resposta", explicou o chefe da Marinha, vice-almirante José Luis Villán. 
"Existem 2 limites que excedem nosso conhecimento".

A primeira é legal, dado que "de agora em diante é a juíza (Marta Yáñez, encarregada da investigação) quem pode determinar em que momento as partes do submarino que foram encontradas podem ser removidas".

"O outro limite é o da técnica, [porque] embora a empresa tenha dito que havia possibilidades, não tínhamos a localização exata, a massa ou a profundidade que tinha que ser extraída", prosseguiu.

O chefe da Marinha confirmou que o navio foi encontrado a 907 metros, com "partes separadas do casco em uma área de 80 por 100 metros".

"A localização exata é muito próxima do relatório da anomalia hidroacústica", que foi noticiado pela Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) em 23 de novembro, acrescentou Villán.

A implosão ocorreu perto do fundo do mar, então o "derramamento de detritos é limitado na área", disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.

A tragédia

O San Juan relatou sua última posição quando navegando de Ushuaia (sul) para seu ancoradouro habitual na Base Naval de Mar del Plata (leste), a 432 quilômetros da costa até o Golfo de San Jorge (sudeste).

A Marinha indicou que o submarino entrou em contato com a Terra pela última vez às 7:19 (hora local), em 15 de novembro, embora mais tarde tenha sido revelado que a última mensagem havia ocorrido às 8h52 (local), quando o submarino informou que tinha entrado água do mar através do sistema de ventilação, o que causou um incêndio.

Duas horas depois, às 10:51 (hora local), uma explosão foi registrada 48.28 quilômetros da última posição da embarcação, coincidindo com a rota que ia para Mar del Plata.

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