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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

Suspense da saída dos EUA do INF estaria causando 'efeito cascata' na Ásia

Em 20 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu país abandonaria o Tratado INF, o que teria elevado o grau de rivalidade entre potências portadoras de armas nucleares, como é o caso da China e da Índia.


Sputnik

O Tratado INF, assinado por Washington e Moscou em 1987, não tem data de expiração e proíbe as partes de ter mísseis balísticos terrestres ou mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.


Míssil balístico indiano Agni-II (imagem referencial)
Míssil balístico indiano Agni II © AP Photo / Ajit Kumar

A saída estratégica dos EUA estaria provocando uma rivalidade ainda maior entre países asiáticos que são capazes de desenvolver armas nucleares, o que pode provocar uma corrida armamentista muito em breve.

O especialista da Carnegie Índia, C. Raja Mohan, comentou à CNBC que a decisão do presidente norte-americano estaria sendo algo de fundamental importância para a China, já que o país possui mísseis capazes de ameaçar os navios militares dos EUA localizados na região Ásia-Pacífico, assim como as bases vizinhas dos EUA, enquanto que os norte-americanos não teriam forças suficientes na Ásia, já que o tratado não permitia o desenvolvimento de armas nucleares.

Para C. Raja Mohan, os EUA estariam considerando o tratado uma má ideia, já que deixou a China e a Coreia do Norte livres para sacudir a segurança dos EUA e de seus aliados na Ásia.

Além disso, a saída estratégica permitiria que os EUA desenvolvessem e instalassem novas armas em suas bases militares na Ásia. Entretanto, o líder chinês, Xi Jinping, poderia entender essa situação como sendo uma ameaça para seu país. "Agora a China pode se encontrar no extremo receptor de uma ameaça assimétrica que antes representava para outras potências na região", afirmou o crítico indiano, Amit Bhandari.

Os especialistas acreditam que diante dessa situação, que está se encaminhando para uma corrida armamentista, poderá ocorrer um efeito cascata entre os países asiáticos, pois, na ocasião, a China iniciará a produção de novas armas, competindo com os EUA, gerando insegurança e provocando uma competição entre outros países da região, como a Índia e o Paquistão.

C. Raja Mohan conclui que Nova Deli "terá que analisar seriamente os próximos passos das grandes potências", pensando melhor em seu programa de mísseis e outras armas hipersônicas.

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