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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
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O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

'Temos guerra econômica entre EUA e Irã': especialista comenta últimas sanções

Segundo o secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo, Washington vai continuar a pressionar Teerã até que o Irã abandone seu "rumo revolucionário". O especialista Andreas Schweitzer deu sua opinião sobre as consequências das medidas restritivas dos EUA contra o Irã e empresários estrangeiros.


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Segundo Andreas Schweitzer, diretor executivo da Arjan Capital, uma consultoria para empresas que planejam entrar no mercado iraniano, hoje em dia "temos uma guerra econômica entre os EUA e o Irã" e as sanções econômicas são uma arma dos EUA nessa guerra.


Técnico de petróleo iraniano verifica as instalações do separador de óleo no campo petrolífero de Azadegan, perto de Ahvaz, Irã (foto de arquivo)
Refinaria de petróleo no Irã © AP Photo / Vahid Salemi

"A situação, sem dúvidas, é dramática para a economia iraniana e especialmente para o povo iraniano", disse Schweitzer à Sputnik Internacional.

Depois da introdução das sanções, as empresas multinacionais que têm grandes negócios nos EUA são obrigadas a reduzir a zero seus negócios com o Irã. Pelos termos estabelecidos pelos EUA, empresas e países que negociem com Teerã em qualquer nível estariam sujeitos a sanções americanas. Ao mesmo tempo, essa situação dá grandes oportunidades às empresas que não estão ligadas aos EUA.

Entretanto, os EUA concederão permissão temporária a oito países que querem continuar a importar petróleo iraniano.

"Os EUA acreditam que eles [esses oito países] vão negociar com ele [o Irã] de qualquer maneira, por isso possivelmente seja melhor aceitar isso em vez de iniciar mais uma nova luta com eles. A China não vai deixar de importar; os EUA precisam da China, que compra um terço do petróleo iraniano", explicou o especialista.

Quanto a possíveis medidas de retaliação do Irã, Schweitzer opina que o fechamento do estreito de Ormuz seria uma medida extrema.

"Um dos resultados, do ponto de vista dos EUA, é que a economia [do Irã] está sofrendo e a moeda iraniana desvalorizou cerca de 70%. Para ilustrar isto, em 2009 por um euro você recebia 10 mil riais, no ano passado você recebia 50 mil riais e hoje você recebe 150 mil riais; assim, todas suas importações são de três a quatro vezes mais caras que no ano passado, isso mata os negócios. Isso mata os negócios não apenas para os iranianos, mas também para os estrangeiros", revelou o analista.

Em maio, o presidente estadunidense Donald Trump anunciou que Washington sairia do acordo nuclear com o Irã, assinado mais cedo pelo seu antecessor Barack Obama. O mandatário também falou sobre a restauração de todas as sanções contra o país, inclusive as secundárias, ou seja, contra os países que negociam com o Irã. O primeiro pacote de medidas restritivas entrou em vigor a partir de 7 de agosto, enquanto o segundo, o mais vasto e referente às exportações do petróleo, entrou em vigor em 5 de novembro.

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