Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Ucrânia: existe perigo de uma 'grande guerra' com Rússia

Rússia pode fechar o mar de Azov à passagem de navios ucranianos, mas isso levaria a uma "grande guerra" com a Ucrânia, disse o ex-vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, tenente-general Igor Romanenko.


Sputnik

Na opinião dele, expressa em seu artigo para o jornal Apostrof, um conflito militar com Moscou seria inviável para Kiev, já que esta não será capaz de dar uma resposta ao exército russo. Ao mesmo tempo, Romanenko acrescentou que o Ocidente não enviaria tropas para a Ucrânia, pois teme que isso poderia desencadear uma Terceira Guerra Mundial. A única ajuda com que Kiev pode contar, destacou o ex-chefe do Estado-Maior, é a diplomática e a econômica.


Navio de desembarque russo Azov durante o ensaio geral para o Dia da Marinha em Sevastopol
Navio de desembarque russo Azov © Sputnik / Vasily Batanov

"As tropas não serão enviadas porque o Ocidente não quer que essa guerra se alastre a uma grande escala e evolua para uma Terceira Guerra Mundial. Mas podem ajudar em termos econômicos, diplomáticos e militares. Mas lutar pela Ucrânia — isso não", destacou.

Além disso, acrescentou Romanenko, podem ser reforçadas as sanções contra a Rússia, mas ele duvida de sua eficácia mesmo antes de entrarem em vigor.

"As sanções contra a Rússia não são comparáveis às sanções de Reagan contra a União [Soviética], os seja, as finanças não são influenciadas, a energia não é afetada, e o Kremlin ainda tem grandes reservas", reclamou o especialista militar.

Mais cedo, um membro do Conselho da Federação da Rússia, Franz Klintsevich, afirmou que a Rússia poderia bloquear o mar de Azov à passagem de navios ucranianos em resposta à detenção pelas autoridades ucranianas de 15 navios que antes tinham entrado em portos da península da Crimeia.

Kiev acusou repetidamente Moscou de "desestabilizar" a situação nessa região, sem apresentar nenhumas evidências de suas alegações. Assim, a parte ucraniana acusou a Rússia de "levar a cabo uma política rigorosa de detenção e inspeção dos navios".

Moscou, por sua vez, considera as ações de Kiev como "terrorismo marítimo", por reforçar as inspeções alfandegárias na sua parte do mar de Azov.

Comentários

Postagens mais visitadas