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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

Unicef: Iémen é um “inferno” para as crianças

1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda no país; os níveis de vacinação diminuíram drasticamente; Unicef apela às partes do conflito que cessem hostilidades.


ONU

O diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, para o Oriente Médio e o Norte de África, Geert Cappelaere, afirmou que o Iémen é hoje um “inferno” para as crianças, “um inferno não para 50/60 por cento das crianças. É um inferno para todos os meninos e meninas” do país.


De acordo com o Unicef, 1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda no Iémen | Ocha/Matteo Minasi

Falando a jornalistas, o representante explicou que, todos os anos, “1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda” sendo que das 400 mil que “padecem de uma forma de desnutrição aguda severa com risco de vida”, “40% vive em Hodeida e nas províncias vizinhas, onde a guerra está em curso.”

Desnutrição

Cappelaere partilhou com os jornalistas que metade das crianças iemenitas, com menos de cinco anos, são cronicamente desnutridas.

Ele explicou que esta situação é um “círculo vicioso” porque “1,1 milhão de mulheres grávidas ou lactantes são anémicas. Essas mulheres sabem que seus filhos terão peso baixo ao nascer, iniciando o ciclo de desnutrição e levando à desnutrição crónica e a todas as consequências para a saúde desses meninos e meninas.”

O representante lembrou que a “desnutrição crónica tem um impacto incrivelmente importante no desenvolvimento do cérebro da criança”, ou seja, os 50% das crianças iemenitas com menos de cinco anos de idade que são cronicamente desnutridas nunca se desenvolverão em todo o seu potencial intelectual.”

Vacinação

De acordo com o Unicef, também os níveis de vacinação diminuíram drasticamente desde o início da guerra.

Cappelaere lembra que mesmo antes do conflito, os níveis de vacinação "já não eram bons" e que agora desceram ainda mais, não havendo imunidade a nível nacional. Por isso, "existem surtos de sarampo e difteria, com um impacto fatal nas crianças.”

Ele lembra que “não é uma surpresa que no Iémen de hoje, a cada 10 minutos, uma criança morra de doenças que podem ser facilmente evitadas.”

O represente apontou outro grande problema, a escassez de água potável, lembrando que “a água precisa ser bombeada de poços em muitas partes do país. Muitos poços perfuram até 1,5 quilómetros de profundidade. São necessárias grandes bombas de água. As bombas precisam de combustível e o combustível está se tornando muito caro, portanto a água está ficando muito cara. “

Sofrimento

O diretor regional do Unicef considera que todo o sofrimento de milhões de crianças no Iémen é causado pelo homem, lembrando que são as crianças pagam o preço mais alto.”

O representante considera que na “ausência de solução para a crise económica de um acordo de paz, ”a ação humanitária precisa continuar e aumentar a sua escala.”

Por isso, ele deixou um apelo para que “as partes envolvidas no conflito garantam que a assistência humanitária e a proteção do povo possam continuar incondicionalmente, e que os muitos obstáculos que as equipes enfrentam diariamente, impostos por autoridades de ambos os lados, devem ser eliminados de imediato.”

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