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Irã desloca sistema russo de defesa S-300 para a costa do golfo Pérsico (VÍDEO)

Uma coluna de caminhões iranianos transportando vários sistemas anti-aéreos russos S-300 Favorit para a costa do golfo Pérsico foi capturada em vídeo por um motorista e postada no YouTube.
Sputnik

O vídeo mostra como caminhões transportam partes dos sistemas antiaéreos e coincide com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã com o envio de um grupo de combate naval dos EUA para a costa iranianas, relata Alarabiya.


Segundo o jornal russo Rossiyiskaya Gazeta, o envio dessas unidades do S-300 para a costa persa responde à crescente presença militar e naval dos Estados Unidos. O artigo também explica que as unidades não viajam sozinhas por via terrestre e fazem isso em caminhões para preservar sua vida útil e garantir a segurança durante a viagem.

Em 13 de maio, o comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadé, assegurou que o país persa estava pronto para atacar os Estados Unidos devido à presença do referido grupo naval na região.

Hajizadé…

Unicef: Iémen é um “inferno” para as crianças

1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda no país; os níveis de vacinação diminuíram drasticamente; Unicef apela às partes do conflito que cessem hostilidades.


ONU

O diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, para o Oriente Médio e o Norte de África, Geert Cappelaere, afirmou que o Iémen é hoje um “inferno” para as crianças, “um inferno não para 50/60 por cento das crianças. É um inferno para todos os meninos e meninas” do país.


De acordo com o Unicef, 1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda no Iémen | Ocha/Matteo Minasi

Falando a jornalistas, o representante explicou que, todos os anos, “1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda” sendo que das 400 mil que “padecem de uma forma de desnutrição aguda severa com risco de vida”, “40% vive em Hodeida e nas províncias vizinhas, onde a guerra está em curso.”

Desnutrição

Cappelaere partilhou com os jornalistas que metade das crianças iemenitas, com menos de cinco anos, são cronicamente desnutridas.

Ele explicou que esta situação é um “círculo vicioso” porque “1,1 milhão de mulheres grávidas ou lactantes são anémicas. Essas mulheres sabem que seus filhos terão peso baixo ao nascer, iniciando o ciclo de desnutrição e levando à desnutrição crónica e a todas as consequências para a saúde desses meninos e meninas.”

O representante lembrou que a “desnutrição crónica tem um impacto incrivelmente importante no desenvolvimento do cérebro da criança”, ou seja, os 50% das crianças iemenitas com menos de cinco anos de idade que são cronicamente desnutridas nunca se desenvolverão em todo o seu potencial intelectual.”

Vacinação

De acordo com o Unicef, também os níveis de vacinação diminuíram drasticamente desde o início da guerra.

Cappelaere lembra que mesmo antes do conflito, os níveis de vacinação "já não eram bons" e que agora desceram ainda mais, não havendo imunidade a nível nacional. Por isso, "existem surtos de sarampo e difteria, com um impacto fatal nas crianças.”

Ele lembra que “não é uma surpresa que no Iémen de hoje, a cada 10 minutos, uma criança morra de doenças que podem ser facilmente evitadas.”

O represente apontou outro grande problema, a escassez de água potável, lembrando que “a água precisa ser bombeada de poços em muitas partes do país. Muitos poços perfuram até 1,5 quilómetros de profundidade. São necessárias grandes bombas de água. As bombas precisam de combustível e o combustível está se tornando muito caro, portanto a água está ficando muito cara. “

Sofrimento

O diretor regional do Unicef considera que todo o sofrimento de milhões de crianças no Iémen é causado pelo homem, lembrando que são as crianças pagam o preço mais alto.”

O representante considera que na “ausência de solução para a crise económica de um acordo de paz, ”a ação humanitária precisa continuar e aumentar a sua escala.”

Por isso, ele deixou um apelo para que “as partes envolvidas no conflito garantam que a assistência humanitária e a proteção do povo possam continuar incondicionalmente, e que os muitos obstáculos que as equipes enfrentam diariamente, impostos por autoridades de ambos os lados, devem ser eliminados de imediato.”

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