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Fuzileiros Navais do Brasil e dos EUA ratificam acordo de cooperação

Diálogo conversou com o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil (MB) Nélio de Almeida para conhecer detalhes dessa parceria
Por Marcos Ommati | Diálogo Américas | Poder Naval

Criar mais oportunidades de intercâmbio de conhecimento e treinamento combinado entre os Fuzileiros Navais do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o objetivo principal de um plano de cinco anos ratificado em fevereiro de 2019 entre os representantes de ambas as forças, o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil Nélio de Almeida, comandante do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil e presidente nacional da Associação de Veteranos desta força, e o Contra-Almirante Michael F. Fahey III, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais Sul dos EUA (MARFORSOUTH, em inglês). O C Alte Nélio recebeu Diálogo em seu escritório na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, para dar detalhes do acordo e conversar sobre outros temas de interesse das marinhas do Brasil e de outros países da região e dos E…

A febre dos porta-aviões na Ásia: Marinha da Índia aprova a construção de um 3º navio

Empenhada, nesse momento, na aquisição de 56 navios de guerra – de superfície e submarinos – a Marinha Indiana anunciou, oficialmente, seu plano de obter um terceiro porta-aviões construído no país.


Por Roberto Lopes | Poder Naval

A informação foi dada, nesta segunda-feira (03.12), pelo Comandante da Força Naval local, vice-almirante Sunil Lanba.


Futuro INS Vikrant, primeiro Indigenous Aircraft Carrier (IAC-1) indiano
Futuro INS Vikrant, primeiro Indigenous Aircraft Carrier (IAC-1) indiano

Os indianos já operam o porta-aviões classe Kiev INS Vikramaditya (em sânscrito, Bravo como o Sol), de 45.400 toneladas, e constroem, no porto de Kochi, uma segunda unidade desse tipo: o INS Vikrant (Corajoso), que terá 40.000 toneladas e já se encontra na terceira e última fase de fabricação. A previsão é de que o navio-aeródromo seja terminado no ano que vem e comissionado no fim de 2020.

“O terceiro porta-aviões é importante porque se tivermos três unidades teremos a capacidade de lutar numa guerra com, pelo menos, dois, a qualquer momento”, declarou Lanba na conferência anual de imprensa promovida pela Marinha Indiana. “Estamos em discussão [com o governo do Primeiro-Ministro Narendra Modi], e elaboramos os detalhes. Vamos começar dentro de três anos”, completou o oficial.

Lanba, um oficial baixo, que acabou de completar 61 anos, não teme as polêmicas.

Ano passado ele chamou para si a responsabilidade de rejeitar o projeto da versão naval do caça indiano HAL Tejas (Radiante), por considerá-lo inadequado para a operação em porta-aviões. Diferentes promessas da empresa HAL (Hindustan Aeronautics Limited), fabricante da aeronave, foram incapazes de convencê-lo a mudar de ideia (ou, simplesmente, de dar mais tempo aos testes com o Tejas).

Meia-vida 

A construção do terceiro navio-aeródromo indiano não é assunto incontroverso. Nem mesmo na Marinha.

Apesar de a Força estar aguardando a entrega de 32 navios atualmente em construção nos estaleiros indianos – entre eles, os grandes destróieres classe Visakhapatnam (P15B), de 7.400 toneladas; as fragatas stealth P17A, de 6.670 toneladas; as corvetas ASW pesadas Tipo Kamorta (P28); e os submarinos Scorpène, de 1.775 toneladas (deslocamento submerso), além de OPVs –, alguns oficiais defendem o aumento dessas unidades, antes de se pensar no enorme gasto com um novo porta-aviões, seja ele do tamanho que for (especula-se que o terceiro porta-aviões vá deslocar cerca de 60.000 toneladas).

O staff de Lanba reage. E lembra que, no futuro, o processo de modernização (ou manutenção de meia-vida) de um dos dois porta-aviões não consumirá menos de um ou dois anos, intervalo de tempo em que, se nada for feito, a Esquadra indiana ficará com apenas um navio-aeródromo para guarnecer três áreas focais: o Mar Arábico, a Baía de Bengala e o Oceano Índico.

Isso para não se falar na expansão da frota de porta-aviões da China…

O anúncio do terceiro porta-aviões indiano acontece apenas alguns dias depois de o governo japonês ter admitido que lida com um projeto de para embarcar e operar os caças de 5ª geração F-35, de fabricação americana, nos destroieres porta-helicópteros classe “Izumo”.

Na Ásia, também Tailândia, Austrália e Singapura emprestam grande importância à Aviação Naval Embarcada. E espera-se que, nos próximos anos, Vietnã e Filipinas sigam o mesmo caminho.

Helicópteros 

Em sua entrevista, Lanba também disse que, no setor da Aviação Naval, um “déficit crítico de longa data na frota de helicópteros navais” foi finalmente abordado, em agosto passado, com a emissão de um AoN (documento de Aceitação de Necessidade) para 111 aeronaves.

Em outubro deste ano, a Marinha Indiana também divulgou uma LoR (Letter of Request, ou Carta de Solicitação) para 24 helicópteros multipropósito.

E apesar de seu passado de polêmica no caso dpo Tejas naval, Lanba não deixou de ressaltar o empenho da Marinha em colaborar com a Iniciativa Make-in-India. O almirante informou que, nos últimos quatro anos, 82% dos documentos de Aceitação de Necessidade foram concedidas a fornecedores indianos.

No mesmo período, 72% dos custos de todos os contratos assinados pela Marinha foram quitados junto a empresas indianas.

Lanba finalizou afirmando: desde 2014, mais de dois terços do orçamento de modernização da Marinha foram gastos em aquisições no próprio país, de forma a contribuir com a Indústria de Material de Defesa local.

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