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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Almirante russo adverte Marinha dos EUA contra provocações no mar Negro

Os navios da Marinha dos EUA têm o direito de entrar no mar Negro, mas a Rússia não deixará sem resposta possíveis provocações relacionadas à violação de suas águas territoriais, disse à Sputnik na quinta-feira (6) o almirante russo Vladimir Komoedov, que comandou a Frota do Mar Negro de 1998 a 2002.


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Há pouco, a CNN afirmou que os EUA estão se preparando para enviar um de seus navios de guerra para o mar Negro, depois do incidente no estreito de Kerch. O comando da Marinha estadunidense teria enviado uma informação ao Congresso a fim de notificar a Turquia dos seus planos. Ainda segundo o canal de mídia, essa medida poderia aumentar as tensões entre os Estados Unidos e a Rússia.


Manobras navais internacionais Sea Breeze 2017 organizados pelos EUA e Ucrânia no mar Negro (imagem referencial)
Navios dos EUA e Ucrânia no Mar Negro © AFP 2018/ ALEXEY KRAVTSOV / AFP

"Ninguém proíbe os navios dos EUA de navegarem no mar Negro, de acordo com a Convenção de Montreux, eles podem ficar lá por até 21 dias, então não está claro para o que é que os americanos estão se preparando — eles têm muito perto, no Mediterrâneo, a sua sexta frota. Não se entende de que modo EUA pretendem apoiar a Ucrânia, talvez seja apenas mais uma declaração política" — disse Komoedov.

Ao mesmo tempo, o almirante observou que a Rússia não deixaria sem resposta possíveis provocações da Marinha dos EUA e retaliaria se um navio americano entrasse ilegalmente nas águas territoriais da Rússia.

"No entanto, se eles entrarem em nossas águas territoriais, ou seja, se violarem as fronteiras nacionais, serão punidos. Então, eles que fortaleçam suas armas para que nem tudo seja destruído" — adicionou o almirante.

Na terça-feira (27), um tribunal russo ordenou a prisão preventiva de 15 dos 24 marinheiros ucranianos detidos pela guarda fronteiriça russa. Na segunda-feira (26), o parlamento ucraniano aprovou a introdução da lei marcial em algumas regiões do país por 30 dias.

No dia 25 de novembro, três navios da Marinha Ucraniana (Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu), juntamente com suas tripulações, foram detidos por violarem a fronteira nacional da Rússia, infringindo os artigos 19 e 21 da Convenção da ONU sobre o direito marítimo.

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