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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Almirantes avaliam chances de porta-aviões dos EUA entrarem nos mares Báltico e Negro

O comandante da Segunda Frota dos EUA, Andrew Lewis, afirmou que os porta-aviões americanos podem agir em condições de bloqueio de acesso nas áreas estrategicamente importantes para a Rússia. Almirantes russos avaliaram a possibilidade de a Marinha dos EUA usar seus porta-aviões nos mares Negro e Báltico.


Sputnik

Anteriormente, a edição Business Insider citou o chefe da recém-restaurada Segunda Frota dos EUA, vice-almirante Andrew Lewis, que falou sobre a tática russa de bloquear o acesso de tropas estrangeiras a áreas estrategicamente importantes, em particular na Crimeia e em Kaliningrado (enclave russo situado entre a Polônia e a Lituânia).


Porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson
Porta-aviões norte-americano USS Carl Vinsson © REUTERS / Erik De Castro

Segundo Lewis, porta-aviões e tropas terrestres americanos podem agir em condições de bloqueio de acesso.

Porém, almirantes russos comentaram que o uso de porta-aviões americanos no mar Negro é impossível conforme a Convenção de Montreux sobre o Regime dos Estreitos, enquanto no mar Báltico simplesmente não há espaço suficiente para a passagem dos navios.

"Os Estados Unidos possuem 11 porta-aviões, todos nucleares, cada um tem cerca de 90 aviões. São rápidos e os americanos podem posicioná-los onde quer que considerem necessário. No entanto, eles não poderão passar em todos os lugares, por exemplo sua entrada no mar Báltico é difícil. No mar Negro eles simplesmente não podem entrar através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, pois tal passagem é proibida pela Convenção de Montreux sobre o Regime dos Estreitos", disse o almirante russo Vladimir Komoedov.

O ex-comandante da Frota do Mar Negro, almirante Vladimir Valuev, partilha a opinião de Komoedov, sublinhando que ainda não houve casos em que porta-aviões estadunidenses tenham entrado nos mares Negro ou Báltico para cumprirem suas tarefas.

A Convenção de Montreux regula a passagem de navios militares através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos. Segundo o documento, os porta-aviões não podem atravessar os estreitos a não ser que a Turquia seja parte em um conflito militar ou considere que para ela existe uma ameaça militar direta.

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