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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Analista avalia aspectos militar e político de passagem de destróier dos EUA

O deputado russo Andrey Krasov e o especialista militar Alexandr Tushkov comentaram a aproximação do destróier norte-americano USS McCampbell das águas territoriais da Rússia no mar do Japão, chamando-a de "provocação clara" e "demonstração política".


Sputnik

Em 5 de dezembro, o USS McCampbell entrou no mar do Japão, aproximando-se das águas territoriais da Rússia. Segundo a Marinha dos EUA, a manobra foi realizada para mostrar que os militares estadunidenses "voarão, navegarão e atuarão em qualquer lugar onde a lei internacional permitir".


Destróier norte-americano USS McCampbell
USS McCampbell | CC BY-SA 2.0 / Naval Surface Warriors / 170310-N-DZ075-0027

Segundo o professor universitário e capitão aposentado russo Alexandr Tushkov, a passagem do destróier norte-americano próximo da Frota do Pacífico russa não encerra ameaça militar e não viola as leis do nosso país.

O especialista assinalou ao serviço russo da Rádio Sputnik que, do ponto de vista jurídico, os EUA não violaram a zona económica da Rússia. Quanto ao aspecto militar — não há nada de novo aqui. Nos tempos da União Soviética, estavam permanentemente submarinos norte-americanos no golfo de Pedro, controlando e realizando exercícios de vigilância.

Alexandr Tushkov opina que os EUA tentam reforçar a ideia sobre a exclusividade do seu país, mostrando que eles "navegam onde quiserem".

Do ponto de vista político, se trata de apoio psicológico dos EUA aos seus satélites políticos, ou seja, uma "demonstração política, não havendo ameaça militar", concluiu o especialista.

"Eles [os norte-americanos] provocam não apenas a Rússia nessa região, mas também a China, país nosso amigo. Há que sublinhar que a administração dos EUA muda, mas a retórica e as ações permanecem as mesmas: provocações, sanções e acusações infundadas", declarou o vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Andrey Krasov.

Para ele, este passo norte-americano demonstra claramente que essas ações não visam relações amigáveis e não pretendem procurar compromissos para negociações. O deputado acrescentou que a Rússia tem que declarar em todos os palcos a inadmissibilidade de tais ações.

"Ao mesmo tempo, nós devemos dizer que as Forças Armadas da Rússia defendem adequadamente as fronteiras do nosso país. Não devemos reagir a tais provocações", concluiu Krasov.

Posteriormente, em 6 de dezembro, o Ministério da Defesa russo desmentiu a passagem do destróier dos EUA perto da fronteira russa. O porta-voz da entidade, general Igor Konashenkov, declarou que o destróier USS McCampbell não se aproximou das águas territoriais russas a uma distância inferior a 100 quilômetros.

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