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'Queremos que a Venezuela volte à democracia', diz Bolsonaro a TV dos EUA

Em entrevista à Fox News, o presidente também defendeu o muro para separar EUA do México. Nesta terça, ele vai se encontrar com Donald Trump.
Por G1

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista à TV norte-americana na madrugada desta terça-feira (19) que a Venezuela estará no centro das discussões durante o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, nesta tarde.

Ao canal Fox News, Bolsonaro reafirmou que o presidente norte-americano mantém "todas as opções na mesa"em relação à Venezuela. "Nós não podemos falar em todas as possibilidades, mas o que for possível de forma diplomática", disse Bolsonaro, segundo tradutor da emissora.

A entrevista foi ao ar com tradução simultânea, e em alguns trechos não foi possível ouvir o que o presidente respondeu. Bolsonaro disse que o Brasil é o país mais interessado em pôr fim ao governo de Nicolás Maduro.

O presidente afirmou que o governo brasileiro está alinhado ao de Trump. "Hoje temos nova ideologia,…

Analista político avalia previsões de almirante britânico sobre nova guerra mundial

A exacerbação das tensões com a Rússia é semelhante à situação que precedeu a eclosão da Primeira Guerra Mundial, afirmou recentemente o almirante Alan West, ex-comandante da Marinha britânica. O cientista político russo Anton Bredikhin comentou as declarações do militar.


Sputnik

Em uma entrevista ao Daily Star, o almirante destacou o perigo da situação criada entre Moscou e Kiev, em que o presidente ucraniano pede ajuda a membros da OTAN, alertando que navios da aliança poderiam ser posicionados no mar Negro.


Militares ucranianos durante manobras no polígono de Yavorov, região de Lvov, Ucrânia
Militares ucranianos © Sputnik / Stringer

West adicionou que a OTAN não se arriscaria a interferir em uma possível guerra em larga escala na Ucrânia, caso a Rússia começasse a usar "suas tropas" em Donbass, adicionando que, para evitar um conflito, os países ocidentais precisam exercer mais pressão sobre a Rússia.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o cientista político Anton Bredikhin, diretor científico do Centro de Estudos Étnicos e Internacionais, comentou esta declaração.

"O próprio Reino Unido fez tudo para causar a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais. Ao mesmo tempo, é difícil dizer que a situação atual é semelhante àquele período, é uma opinião pessoal […] o ex-comandante da Marinha Real da Grã-Bretanha não declarou guerra à Rússia. O formato de confronto híbrido continuará, as relações serão muito tensas, os escândalos continuarão, como no 'caso Skripal'", disse Bredikhin.

Na opinião do analista, "a Grã-Bretanha pode se tornar cúmplice de outras provocações da Ucrânia no mar de Azov e mar Negro", mas ao mesmo tempo, não se espera um conflito direto entre Rússia e Ocidente.

"O Reino Unido buscará novas alavancas de pressão sobre a Rússia, mas em muitos aspectos estas acabarão prejudicando a própria Europa. Pressionando a Rússia, a Europa só perderá […] e terá que executar essa política sob pressão dos EUA, prejudicando sua própria economia", concluiu o analista.

Em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana foram detidos junto com 24 tripulantes por violarem a fronteira da Rússia. Após o ocorrido, o parlamento ucraniano aprovou a introdução da lei marcial em algumas regiões do país por 30 dias. O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o incidente no estreito de Kerch de provocação, usada como pretexto para aplicar a lei e, dessa forma, adiar as eleições presidenciais ucranianas.

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