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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Analista: posição independente da Rússia é a razão da expansão militar da OTAN

O comandante da Marinha da Rússia relatou o aumento da implantação de armas estratégicas de precisão dos EUA perto das fronteiras da Rússia.


Sputnik

O chefe do Estado-Maior da Marinha, Vladimir Korolev, observou que sistemas navais norte-americanos de defesa antimíssil, instalações militares e armas estratégicas convencionais de alta precisão foram implantados nas áreas adjacentes ao território do país. Ao mesmo tempo, o almirante enfatizou que a quantidade de forças da Marinha nacional permite à Rússia fazer frente às ameaças provenientes do mar.


Tanques da OTAN na Letônia, perto da fronteira com a Rússia
Tropas da OTAN na Letônia © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

O especialista político Vladimir Shapovalov, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, avaliou a situação.

"O posicionamento de armas da OTAN perto das fronteiras da Rússia é um processo que já decorre há muito tempo e que está se intensificando. A OTAN está se expandindo, integrando cada vez novos países. Diversos países estão dispostos a aderir à aliança, inclusive a Ucrânia. Depois da adesão, os países da OTAN anunciam que não haverá novas bases militares nos seus territórios, assinam acordos nesse sentido, no entanto estão sendo implantadas bases militares, por exemplo, na Romênia e na Bulgária ou nos países bálticos", esclareceu o analista.

Shapovalov acrescentou que, atualmente, o número de efetivos da OTAN e de exercícios militares perto das fronteiras da Rússia estão aumentando constantemente.

Segundo ele, trata-se de uma política de longo prazo voltada para pressionar a Rússia e expandir a OTAN.

"O principal objetivo desta estratégia é expandir a influência da comunidade ocidental, em primeiro lugar, dos EUA, e enfraquecer a posição da Rússia, porque ela não obedece aos EUA e seu potencial militar não é inferior, em algumas áreas até ultrapassa os EUA", observou.

O cientista político enfatizou que o fato de a Rússia assumir uma "posição independente é a principal razão do comportamento agressivo" de outros países, que atualmente se manifesta no crescimento dos gastos militares, no surgimento de novas bases e na constante expansão da presença militar da OTAN junto às fronteiras da Rússia.

"A Rússia responde protegendo seus próprios interesses a nível diplomático e político, criando seus próprios sistemas de armas eficazes, que são uma garantia de não agressão contra si", disse Shapovalov.

"Tendo um orçamento militar muito menor do que os EUA, a Rússia tem armas que são significativamente superiores às norte-americanas. Com menos forças alcançamos as metas com as quais os EUA gastam significativamente mais recursos", conclui o especialista.

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