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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Até que ponto são sérias ameaças de Washington a Moscou pelo incidente no mar Negro?

O Departamento de Estado dos EUA prometeu à Rússia "dor" e "consequências" pela detenção de navios e marinheiros ucranianos perto do estreito de Kerch. Cientista político russo avaliou quais poderão ser as consequências.


Sputnik

O Departamento de Estado dos EUA reiterou a sua posição quanto ao incidente no estreito de Kerch, qualificando as ações da Rússia como "ato de agressão" e "violação de direito internacional e liberdade de navegação" e pediu para que Moscou liberte os marinheiros detidos.


Três navios ucranianos, Berdyansk, Yanu Kapu e Nikopol, detidos pela parte russa por violar a fronteira, em 25 de novembro de 2018
Os 3 navios ucranianos detidos pela Rússia © Sputnik / Aleksei Malgavko

Segundo um representante estadunidense, Washington já tomou certas medidas contra a Rússia, em particular, desbloqueou a decisão da administração anterior quanto ao fornecimento de armas à Ucrânia e o presidente Donald Trump cancelou o seu encontro com Putin na cúpula do G20 em Buenos Aires. Se a Rússia não entender este sinal, Washington dará outros passos, acrescentou o representante.

O cientista político e analista da edição ucraniana Chas Pik, Vladislav Gulevich, comentou as ameaças de Washington para o serviço russo da Rádio Sputnik.

Na opinião dele, as principais medidas que os EUA poderão aplicar são sanções de todos os tipos e feitios.

"A política dos Estados Unidos consiste em afastar a Rússia e a sua influência, tanto militar como econômica e cultural, da região do mar Negro. Por isso, quaisquer concessões que a Rússia possa fazer não satisfarão Washington e este vai apresentar cada vez mais pretensões", disse Gulevich.

Porém, acredita o analista, o assunto não ganhará grandes dimensões e a sociedade ocidental acabará perdendo o interesse, apesar de as partes interessadas tentarem promovê-lo.

"Tudo vai se desenvolver tal como aconteceu após a reunificação da Crimeia com a Rússia: primeiro todos gritavam, agora discutem isso como algo cotidiano", concluiu.

Em 25 de novembro, três navios russos entraram nas águas territoriais russas temporariamente fechadas e violaram a fronteira da Rússia ao se dirigirem do mar Negro ao mar de Azov através do estreito de Kerch. Como realizaram manobras perigosas e não reagiram às exigências das autoridades russas, a guarda fronteiriça deteve as embarcações e 24 tripulantes. A Rússia abriu um processo penal por violação da fronteira, tendo um tribunal decidido pela prisão preventiva dos marinheiros ucranianos.

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