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Fuzileiros Navais do Brasil e dos EUA ratificam acordo de cooperação

Diálogo conversou com o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil (MB) Nélio de Almeida para conhecer detalhes dessa parceria
Por Marcos Ommati | Diálogo Américas | Poder Naval

Criar mais oportunidades de intercâmbio de conhecimento e treinamento combinado entre os Fuzileiros Navais do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o objetivo principal de um plano de cinco anos ratificado em fevereiro de 2019 entre os representantes de ambas as forças, o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil Nélio de Almeida, comandante do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil e presidente nacional da Associação de Veteranos desta força, e o Contra-Almirante Michael F. Fahey III, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais Sul dos EUA (MARFORSOUTH, em inglês). O C Alte Nélio recebeu Diálogo em seu escritório na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, para dar detalhes do acordo e conversar sobre outros temas de interesse das marinhas do Brasil e de outros países da região e dos E…

Conheça Riachuelo, o novo submarino brasileiro (VÍDEO)

Um recém-nascido de 1.870 toneladas foi batizado nesta sexta-feira (14), em Itaguaí, no litoral sul do Rio de Janeiro. O submarino Riachuelo foi construído no Brasil, fruto de um acordo de defesa e transferência de tecnologia com a França.


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Ele é o caçula de uma família que vai aumentar. Com propulsão por motores diesel-elétricos, o Riachuelo ganhará três irmãos com o mesmo sistema de propulsão. Em 2029, está prevista a entrega da jóia da cora: o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear. 


O submarino brasileiro Riachuelo.
O submarino brasileiro Riachuelo.© SPUTNIK / THALES SCHMIDT

Todas as embarcações serão construídas na Itaguaí Construções Navais, empresa fruto da parceria franco-brasileira e subsidiária da Odebrecht. Segundo a própria companhia, ela é a única fabricante de submarinos no hemisfério sul.

Com o futuro submarino nuclear brasileiro, o país entrará em um seleto clube. Apenas Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França, China e Índia têm embarcações deste tipo em suas frotas.

O recém nascido Riachuelo foi batizado em cerimônia com o presidente em exercício, Michel Temer (MDB) e seu sucessor, Jair Bolsonaro (PSL). A madrinha foi a primeira dama Marcela Temer, que quebrou uma taça de champagne na embarcação, seguindo ritual das forças navais.

O embaixador da França e o Comandante da Marinha francesa também participaram da cerimônia. Segundo o Estadão, havia a expectativa do presidente francês, Emmanuel Macron, também vir para o batismo, mas a viagem foi cancelada.

O Riachuelo é a versão "tropicalizada" da tecnologia francesa, adequada aos interesses brasileiros, afirmou o diretor presidente da Itaguaí Construções Navais, André Portalis. O empresário também disse que o estaleiro brasileiro poderá no futuro "atender aos países aliados do Brasil e da França".

O acordo entre Brasil e França foi assinado em 2009, pelos então presidentes Lula (PT) e Nicolas Sarkozy. O investimento total previsto no programa de renovação de submarinos brasileiros, conhecido como PROSUB, é de R$ 35 bilhões, divididos de 2008 até 2028. Deste valor, já foram investidos cerca de R$ 17 bilhões.

O PROSUB já esteve na mira das autoridades por um suposto desvio de R$ 2,8 bilhões. A Marinha nega as irregularidades e diz que a obra é acompanhada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

"País de vocação pacífica, o Brasil constrói submarinos não para ameaçar quem quer que seja, ou perturbar águas internacionais. O Brasil constrói seus submarinos, porque um país com mais de 7 mil quilômetros de costa, não pode prescindir de instrumentos para defesa de sua soberania e suas riquezas marinhas", afirmou Temer.

Atualmente a frota de submarinos brasileira é composta de quatro submarinos de tecnologia alemã, com mais de 3 décadas de operação.

De acordo com a Marinha, o mar é o caminho de 95% das exportações brasileiras e guarda cerca de 90% do petróleo nacional.

"Temos interesses estratégicos muito grandes no mar", disse o comandante da Marinha Eduardo Bacellar Leal Ferreira. "O mundo luta por energia, comida e água, e nós temos energia, comida e água."


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