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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
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"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

EUA pretendem justificar saída do INF através de ultimato à Rússia, diz analista

Segundo o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, os EUA deixarão o Tratado INF em 60 dias, caso a Rússia não volte a cumprir plenamente o acordo.


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Pompeo afirmou também que os EUA não produzirão, testarão e dispararão nenhum sistema de mísseis que viole o Tratado INF durante o prazo de 60 dias.


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Gorbatchev e Reagan assinam o Tratado INF | Reprodução

"Durante os 60 dias, não testaremos, não produziremos ou dispararemos nenhum sistema e veremos o que acontecerá nesse período", declarou Pompeo.

Esse ultimato gerou reação da Rússia. A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia cumpre rigorosamente o Tratado INF.

Já o vice-presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Federação da Rússia, Vladimir Dzhabarov, acredita que os EUA estejam lançando acusações contra a Rússia para justificar saída do acordo.

O parlamentário também enfatizou que a Rússia responderá simetricamente, ou seja, se os EUA saírem do Tratado INF e utilizarem mísseis de curto e médio alcance na Europa, a Rússia elevará a produção de mísseis na parte europeia de seu território.

O senador Aleksei Pushkov opina que o ultimado dos EUA está sendo usado para jogar a responsabilidade da saída americana do acordo para a Rússia. O senador enfatizou que Washington sabe que Moscou rejeitará o ultimato.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o professor da Academia de Ciências Militares da Rússia, Vladimir Kozin, afirmou que não vale a pena responder ao ultimato americano.

Além disso, o especialista militar afirmou que a Rússia é quem deveria dar um ultimato, não de 60 dias, mas de 24 horas aos EUA para resolver o assunto do Tratado INF. Pois os americanos violam o acordo desde 2001, testando sistemas de mísseis e utilizando mísseis de curto e médio alcance, bem como instalações de intercepção.

Kozin ressaltou que não é preciso responder ao ultimato americano, mas, sim, questionar o desenvolvimento de drones e pesquisas para criação de mísseis de cruzeiro dos EUA.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Moscou considera a saída dos EUA do Tratado INF como um "grande erro".

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário foi firmado por EUA e União Soviética em 1987. O acordo proíbe a posse e o desenvolvimento de mísseis de curto e médio alcance. Os EUA têm alegado que a Rússia tenha violado o acordo INF ao construir mísseis proibidos. Moscou declarou inúmeras vezes que cumpre tudo que é necessário, e possui questões sérias quanto ao cumprimento do acordo pelos americanos.

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