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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

EUA pretendem justificar saída do INF através de ultimato à Rússia, diz analista

Segundo o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, os EUA deixarão o Tratado INF em 60 dias, caso a Rússia não volte a cumprir plenamente o acordo.


Sputnik

Pompeo afirmou também que os EUA não produzirão, testarão e dispararão nenhum sistema de mísseis que viole o Tratado INF durante o prazo de 60 dias.


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Gorbatchev e Reagan assinam o Tratado INF | Reprodução

"Durante os 60 dias, não testaremos, não produziremos ou dispararemos nenhum sistema e veremos o que acontecerá nesse período", declarou Pompeo.

Esse ultimato gerou reação da Rússia. A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia cumpre rigorosamente o Tratado INF.

Já o vice-presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Federação da Rússia, Vladimir Dzhabarov, acredita que os EUA estejam lançando acusações contra a Rússia para justificar saída do acordo.

O parlamentário também enfatizou que a Rússia responderá simetricamente, ou seja, se os EUA saírem do Tratado INF e utilizarem mísseis de curto e médio alcance na Europa, a Rússia elevará a produção de mísseis na parte europeia de seu território.

O senador Aleksei Pushkov opina que o ultimado dos EUA está sendo usado para jogar a responsabilidade da saída americana do acordo para a Rússia. O senador enfatizou que Washington sabe que Moscou rejeitará o ultimato.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o professor da Academia de Ciências Militares da Rússia, Vladimir Kozin, afirmou que não vale a pena responder ao ultimato americano.

Além disso, o especialista militar afirmou que a Rússia é quem deveria dar um ultimato, não de 60 dias, mas de 24 horas aos EUA para resolver o assunto do Tratado INF. Pois os americanos violam o acordo desde 2001, testando sistemas de mísseis e utilizando mísseis de curto e médio alcance, bem como instalações de intercepção.

Kozin ressaltou que não é preciso responder ao ultimato americano, mas, sim, questionar o desenvolvimento de drones e pesquisas para criação de mísseis de cruzeiro dos EUA.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Moscou considera a saída dos EUA do Tratado INF como um "grande erro".

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário foi firmado por EUA e União Soviética em 1987. O acordo proíbe a posse e o desenvolvimento de mísseis de curto e médio alcance. Os EUA têm alegado que a Rússia tenha violado o acordo INF ao construir mísseis proibidos. Moscou declarou inúmeras vezes que cumpre tudo que é necessário, e possui questões sérias quanto ao cumprimento do acordo pelos americanos.

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