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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Forças dos EUA começam a deixar Síria, autoridades veem retirada total

Comunicado da Casa Branca não deixou claro se todos os cerca de 2 mil soldados americanos no país partirão e, em caso positivo, a partir de quando. Trump diz que Estado Islâmico foi derrotado na Síria e esta era única razão para estar lá.


Por G1

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (19) que começaram a retirar suas forças da Síria, e autoridades disseram que o país cogita remover todos seus soldados agora que encerra sua campanha para retomar territórios antes ocupados pelo Estado Islâmico.

Soldados dos EUA patrulham área durante ação conjunta em Manbij, na Síria, em 1º de novembro — Foto: Courtesy Zoe Garbarino/U.S. Army/Handout via Reuters
Soldados dos EUA patrulham área durante ação conjunta em Manbij, na Síria, em 1º de novembro — Foto: Courtesy Zoe Garbarino/U.S. Army/Handout via Reuters

"Começamos a mandar tropas dos Estados Unidos para casa agora que passamos para a próxima fase desta campanha", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em um comunicado emitido depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, tuitou que "derrotamos o ISIS (Estado Islâmico) na Síria, minha única razão para estar lá".

O comunicado de Sarah não deixou claro de imediato se todos os cerca de 2 mil soldados dos EUA no país partirão e, em caso positivo, a partir de quando. Ela deu a entender que Washington continuará engajada até certo ponto, segundo a Reuters.

Sanders lembrou que "há cinco anos, o EI era uma força muito poderosa e perigosa no Oriente Médio, e agora os EUA derrotaram o califado territorial".

Segundo o Pentágono, o EI só controla 1% do território que chegou a dominar em 2014, quando proclamou um califado na Síria e no Iraque.

"Os Estados Unidos e nossos aliados estão a postos para reengajamento em todos os níveis para defender interesses americanos sempre que necessário, e continuaremos a trabalhar juntos para negar territórios, financiamento e apoio a terroristas islâmicos radicais", afirmou Sanders.

A decisão de uma retirada total, se confirmada, contradiz suposições a respeito de uma presença militar norte-americana de prazo mais longo na Síria, o que autoridades de primeiro escalão dos EUA postularam para garantir que o Estado Islâmico não consiga se reerguer.

Ela também pode reduzir a influência de Washington na região e minar os esforços diplomáticos para encerrar uma guerra civil que matou centenas de milhares de pessoas na Síria e deslocou cerca de metade da população pré-conflito de 22 milhões de habitantes.

O Departamento de Estado dos EUA retirará todo seu pessoal da Síria dentro de 24 horas, disse um funcionário norte-americano graduado à Reuters.

Relatos de uma retirada militar total renderam críticas de imediato, inclusive de alguns dos colegas republicanos de Trump.

Trump já expressou um desejo forte de chamar as tropas de volta quando possível, e seu tuíte desta quarta-feira mostrou que ele não vê razões adicionais para permanecer.

Autoridades dos EUA que conversaram com a Reuters sob condição de anonimato não revelaram detalhas das deliberações sobre o recuo das tropas, e a ocasião não ficou clara de imediato.

Mas um funcionário contou à Reuters que parceiros e aliados foram consultados. Dois outros disseram que uma decisão já foi tomada, mas não foi possível confirmá-lo imediatamente.

De acordo com a agência Efe, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanayahu, afirmou que respeita a decisão americana de se retirar da Síria e advertiu que seu país "se protegerá" diante da nova situação.

Os Estados Unidos mantêm tropas na Síria desde setembro de 2014. O primeiro bombardeio contra o Estado Islâmico a contar com a participação do país aconteceu no dia 22 de setembro daquele ano. Dias antes, o então presidente Barack Obama havia anunciado a criação de uma coalizão internacional para destruir o grupo jihadista.


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