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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

França e Reino Unido pedem reunião do Conselho de Segurança sobre mísseis do Irã

EUA também pediram que União Europeia apliquem sanções aos envolvidos no programa nuclear iraniano.


France Presse

Os embaixadores de França e Reino Unido solicitaram nesta segunda-feira (3) uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, após acusarem o Irã de lançar um míssil de médio alcance neste fim de semana, informaram fontes diplomáticas. A princípio, a reunião deve ocorrer nesta terça-feira (4).

Montagem com fotos dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Irã, Hassan Rouhani — Foto: AP Photo
Montagem com fotos dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Irã, Hassan Rouhani — Foto: AP Photo

A França declarou estar preocupada com este lançamento teste ocorrido supostamente no sábado, que descreveu como "provocativo e desestabilizador", e que "não se enquadra" na resolução 2231 da ONU sobre o acordo com o Irã.

Já o secretário britânico de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, qualificou o teste de "provocativo, ameaçador e inconsistente" com as diretrizes da ONU, acrescentando que "devem cessar" definitivamente.

Os Estados Unidos consideraram que o suposto teste foi uma violação da resolução da ONU que apoiou o acordo nuclear de 2015 entre Irã e as seis potências, do qual Washington já se retirou. Esta resolução pede que o Irã se abstenha de testar mísseis capazes de carregar ogivas nucleares.

O Irã afirma que seu programa de mísseis tem natureza defensiva e não visa lançar qualquer arma nuclear, uma posição apoiada pela Rússia no Conselho de Segurança.

EUA pedem sanções

Os Estados Unidos pediram à União Europeia (UE) nesta segunda-feira (3) para aplicar sanções contra o programa de mísseis balísticos do Irã. O governo norte-americano qualificou os testes como "ameaça grave e crescente".

Durante o fim de semana, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã de testar um míssil de médio alcance capaz de transportar múltiplas ogivas e atingir partes da Europa e todo o Oriente Médio.

"O governo iraniano afirma que seus testes de mísseis têm um caráter puramente defensivo. Não são defensivos", disse à imprensa o enviado especial de Washington, Brian Hook, aos repórteres a bordo do avião de Mike Pompeo enquanto viajava a Bruxelas para uma reunião da Otan.

"Gostaríamos que a União Europeia empregasse sanções que apontem para o programa de mísseis do Irã", pediu Hook

Hook disse que a campanha de "pressão máxima" do presidente Donald Trump sobre Teerã desde que se retirou do acordo nuclear com o Irã "pode ser efetiva se mais nações puderem se juntar a nós nessas sanções".

"É uma ameaça séria e crescente, e as nações de todo o mundo, não apenas a Europa, devem fazer o possível para atacar o programa de mísseis do Irã", acrescentou.

Hook disse que há um "progresso" para que os aliados da Otan considerem uma proposta voltada para indivíduos e entidades que desempenham um papel fundamental no programa de mísseis do Irã.

Os Estados Unidos decidiram em maio se retirar do acordo nuclear de 2015 e voltar a impor sanções ao Irã.

Os países da UE denunciaram a medida e estão trabalhando para preservar o acordo nuclear, embora também tenham criticado as posições iranianas em outras questões.

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