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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

Houthis e governo do Iêmen acusam um ao outro de terem violado cessar-fogo em Hodeida

Rede de televisão flagrou conflito em cidade iemenita mesmo após cessar-fogo começar a valer. As duas partes se acusam de ter começado o confronto.


Por G1

As duas forças em guerra no Iêmen acusaram uma a outra, nesta terça-feira (18), de terem quebrado o acordo de cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida. A trégua, assinada neste mês em reuniões na Suécia, começou a valer nesta semana.

Representante da delegação houthi, Mohammed Abdul-Salam (à direita), e ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Khaled al-Yaman (E), se cumprimentam próximo ao secretário-geral da ONU António Guterres — Foto: TT News Agency/Pontus Lundahl via Reuters
Representante da delegação houthi, Mohammed Abdul-Salam (à direita), e ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Khaled al-Yaman (E), se cumprimentam próximo ao secretário-geral da ONU António Guterres — Foto: TT News Agency/Pontus Lundahl via Reuters

Imagens da rede de televisão Arab 24 mostraram explosões e combatentes fortemente armados em Hodeida nesta terça-feira. Até o momento, não há dados sobre mortos neste conflito.

O Centro de Informação das Brigadas Al Maliqa – uma unidade do exército do Iêmen – afirmou em seu site que "as milícias houthis estão lançando bombas contra casas de civis em Beit Magari", cidade situada no sudeste da província de Hodeida.

Os rebeldes xiitas também acusaram as forças do governo de terem violado o cessar-fogo em Hodeida. A cidade é controlada pelos houthis desde 2014.

Em comunicado, o Centro de Informação do movimento Ansar Allah – como se denominam os houthis – chamou as forças governamentais de "hipócritas". Segundo os rebeldes, o governo do Iêmen lançou um míssil e projéteis de artilharia em Hodeida.

Paz difícil

As duas partes no conflito celebraram o acordo firmado em um palacete próximo a Estocolmo, durante negociações medias pela Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, especialistas estão céticos com o sucesso do acordo.

"Embora houvesse esperança e otimismo ao fim da última sessão, os dois lados declararam vitória na volta para casa. E houve relatos de violação aos termos do acordo", ponderou o pesquisador Asher Orkaby, da Universidade de Harvard, em entrevista ao G1.

A ONU, portanto, prometeu fiscalizar de perto o fim das hostilidades em Hodeida. O enviado especial das Nações Unidas ao Iêmen, Martin Griffths, disse que vai mandar forças de segurança à região para garantir o abastecimento do porto de Hodeida.

"Estar logo presente no local é uma parte essencial da confiança que precisa acompanhar a implementação deste acordo", afirmou Griffths a representantes do Conselho de Segurança da ONU.

A Guerra do Iêmen se arrasta desde 2015. O número de mortos varia de acordo com as fontes – ONGs falam em 80 mil, muitos deles atingidos pela fome.


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