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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Houthis e governo do Iêmen acusam um ao outro de terem violado cessar-fogo em Hodeida

Rede de televisão flagrou conflito em cidade iemenita mesmo após cessar-fogo começar a valer. As duas partes se acusam de ter começado o confronto.


Por G1

As duas forças em guerra no Iêmen acusaram uma a outra, nesta terça-feira (18), de terem quebrado o acordo de cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida. A trégua, assinada neste mês em reuniões na Suécia, começou a valer nesta semana.

Representante da delegação houthi, Mohammed Abdul-Salam (à direita), e ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Khaled al-Yaman (E), se cumprimentam próximo ao secretário-geral da ONU António Guterres — Foto: TT News Agency/Pontus Lundahl via Reuters
Representante da delegação houthi, Mohammed Abdul-Salam (à direita), e ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Khaled al-Yaman (E), se cumprimentam próximo ao secretário-geral da ONU António Guterres — Foto: TT News Agency/Pontus Lundahl via Reuters

Imagens da rede de televisão Arab 24 mostraram explosões e combatentes fortemente armados em Hodeida nesta terça-feira. Até o momento, não há dados sobre mortos neste conflito.

O Centro de Informação das Brigadas Al Maliqa – uma unidade do exército do Iêmen – afirmou em seu site que "as milícias houthis estão lançando bombas contra casas de civis em Beit Magari", cidade situada no sudeste da província de Hodeida.

Os rebeldes xiitas também acusaram as forças do governo de terem violado o cessar-fogo em Hodeida. A cidade é controlada pelos houthis desde 2014.

Em comunicado, o Centro de Informação do movimento Ansar Allah – como se denominam os houthis – chamou as forças governamentais de "hipócritas". Segundo os rebeldes, o governo do Iêmen lançou um míssil e projéteis de artilharia em Hodeida.

Paz difícil

As duas partes no conflito celebraram o acordo firmado em um palacete próximo a Estocolmo, durante negociações medias pela Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, especialistas estão céticos com o sucesso do acordo.

"Embora houvesse esperança e otimismo ao fim da última sessão, os dois lados declararam vitória na volta para casa. E houve relatos de violação aos termos do acordo", ponderou o pesquisador Asher Orkaby, da Universidade de Harvard, em entrevista ao G1.

A ONU, portanto, prometeu fiscalizar de perto o fim das hostilidades em Hodeida. O enviado especial das Nações Unidas ao Iêmen, Martin Griffths, disse que vai mandar forças de segurança à região para garantir o abastecimento do porto de Hodeida.

"Estar logo presente no local é uma parte essencial da confiança que precisa acompanhar a implementação deste acordo", afirmou Griffths a representantes do Conselho de Segurança da ONU.

A Guerra do Iêmen se arrasta desde 2015. O número de mortos varia de acordo com as fontes – ONGs falam em 80 mil, muitos deles atingidos pela fome.


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