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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

'Incidente de Kerch' pode se repetir no Ártico, adverte mídia alemã

As ações dos EUA "destinadas a garantir a liberdade" da navegação marítima, que provavelmente serão realizadas em áreas reclamadas pela Rússia, podem levar a uma repetição do "incidente de Kerch", escreve a revista alemã Telepolis.


Sputnik

Moscou reforça o controle sobre suas águas costeiras por razões econômicas e militares, ressalta a publicação. Assim, desde 2013, está decorrendo um aumento da presença militar russa no Ártico — lá surgem bases navais e aéreas. Além disso, o país está construindo novos quebra-gelos, observa o autor.


Quebra-gelos Lenin no Ártico, foto de arquivo
Quebra-gelo russo Lênin, no Ártico © Sputnik / M. Kurnosov

Nessa conexão, o autor lembra as palavras do secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, que anteriormente afirmou que a Aliança responderá à presença militar russa no Ártico aumentando sua própria presença na região. Ao mesmo tempo, o vice-almirante Andrew Lewis, comandante da reconstituída Segunda Frota da Marinha dos Estados Unidos, também disse que os Estados Unidos poderiam atuar nos territórios disputados, indica a revista.

No entanto, o incidente no estreito de Kerch mostrou que a Rússia "reagirá mais agressivamente" se tiver que defender seus interesses, de modo que no futuro isso pode acontecer no Ártico e em outras regiões, conclui o autor.

Anteriormente, a Marinha estadunidense havia informado que, em 5 de dezembro, o destróier USS McCampbell se aproximou do golfo de Pedro, o Grande, adjacente à costa da região russa de Primorie onde fica a base da Frota do Pacífico russa.

A porta-voz da Frota do Pacífico dos EUA, Rachel McMarr, disse que o posicionamento do navio visa desafiar "as excessivas reivindicações marítimas da Rússia e defender os direitos, liberdades e uso legítimo do mar de que os EUA e outros países desfrutam".

Não obstante, o Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, assegurou que o destróier norte-americano USS McCampbell não se aproximou das águas territoriais russas a uma distância inferior a 100 quilômetros.

A aproximação ocorreu depois de, em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana terem atravessado a fronteira da Rússia, violando assim o direito marítimo. As embarcações entraram em águas temporariamente fechadas e efetuaram manobras perigosas, ignorando as exigências da Guarda Costeira russa. Nessa conexão, os agentes de segurança se viram obrigados a usar armas. Em seguida, todos os navios ucranianos foram apreendidos e as tripulações foram detidas. O lado russo abriu um processo criminal por violação da fronteira.

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