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Área militar do governo brasileiro demonstra desconforto com suspensão de investigação do caso Queiroz

Integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Por Gerson Camarotti | G1

A avaliação de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro é que essa decisão tomada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), só faz prolongar o desgaste provocado pelo caso.

O ministro Luiz Fux atendeu pedido do deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem Queiroz foi assessor. O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento.

Para esses auxiliares, foi uma surpresa a solicitação feita por Flávio Bolsonaro para suspender as investigações.

“Ainda não há uma explicação convincente. Enquanto isso não acontecer, o desgaste desse caso vai continuar. Já está demorando demais”, comentou ao blog um auxilia…

Jovens de Porto Rico são usados como 'bucha de canhão' pelo Exército dos EUA

Perante as dificuldades encontradas pelo país, a falta de perspectivas de trabalho na ilha e sem muita informação disponível, vários jovens são convencidos pelos recrutadores do Pentágono a se alistarem no exército americano.


Sputnik

A Sputnik Mundo entrevistou Sonia Santiago Hernández, fundadora do Mães contra a Guerra, um grupo de mulheres que são contra a prática de recrutamento.


Funeral de um soldado morto em combate
CC0 / US Army/Leo Martinez

Há 15 anos, o filho de Sonia foi convencido por um recrutador e passou a integrar o exército americano. Na ocasião, ele não informou seus pais sobre a decisão, pois sabia que eles eram contra a presença dos EUA em Porto Rico.

Em 2003, os EUA enviaram suas tropas ao Iraque sob pretexto de que o governo de Saddam Hussein matinha armas de destruição em massa, porém, isso nunca foi provado. Na ocasião, o filho de Sonia estava em uma das primeiras tropas enviadas ao Iraque com o único objetivo de usurpar o petróleo. Ele esteve 18 meses no Iraque, fazendo com que sua mãe transformasse suas angústias em ações de alerta aos jovens porto-riquenhos.

Atualmente, a taxa de desemprego em Porto Rico é de aproximadamente 40%, além das rigorosas medidas de austeridade impostas pelo controle fiscal que deixa a ilha sem poder reagir perante sua dívida de US$ 70 bilhões. Com isso, os EUA conseguem fazer com que os jovens se iludam com a promessa de uma vida melhor e de glória no exército americano, de acordo com a ativista.

"Porém, eles os utilizam sobretudo em sua agenda de ocupação e usurpação de recursos naturais e em tudo o mais ligado à hegemonia geopolítica dos EUA no mundo em suas centenas de bases", declarou Sonia Santiago Hernández.

Ela também conta que a experiência no campo de batalha no Oriente Médio tornou seu filho em uma pessoa "completamente incapacitada" devido aos diversos sintomas da síndrome de estresse pós-traumático, como insônia, pesadelos, ansiedade e nervosismo.

Sonia afirmou que seu filho foi submetido a diversas doses da vacina contra o antraz, o que deixou sequelas em seu filho, já que as doses foram aplicadas erroneamente, pois cada dose deve ser aplicada após decorrerem vários meses e não repetidamente, como foi o caso.

Além disso, após o retorno do campo de batalha, o governo americano não fornece nenhum tipo de assistência ao veterano de guerra incapacitado, o que dificulta o tratamento daqueles que sofrem traumas durante os combates.

Ela conta que diversos jovens sofrem traumas neurológicos provocados por agentes químicos como o urânio empobrecido, utilizado para penetrar a blindagem do inimigo, além de os alarmes de ataques bioquímicos dispararem devido à concentração de substâncias em seus uniformes. Entretanto, o governo dos EUA não presta apoio a esses jovens.

O fato não é uma novidade, já que o alistamento de porto-riquenhos no exército americano ocorre há mais de 100 anos. Tanto é que durante a Primeira Guerra Mundial aproximadamente 18.000 porto-riquenhos serviram aos EUA, pois na época o alistamento era obrigatório.

Durante a Segunda Guerra Mundial, 60.000 porto-riquenhos serviram os EUA, na Guerra da Coreia foram quase 70.000 e na Guerra do Vietnã praticamente 50.000.

Recentemente, o Comando Geográfico do Caribe, em Porto Rico, começou a operar, agrupando cinco batalhões com aproximadamente 5.000 membros, sendo uma das maiores concentrações militares na história da ilha.

"Não tenho nenhuma dúvida de que isso é um programa do Exército dos EUA para que os porto-riquenhos que sabem espanhol participem de uma agressão contra a Venezuela, caso seja necessário", declarou Sonia.

Ela ainda afirma que os EUA ocupam a região sob pretexto de ajudar os moradores locais em caso de desastres naturais. Contudo, os americanos são sempre os últimos a prestarem ajuda, quando prestam.

Os recrutadores americanos oferecem um contrato com as Forças Armadas dos EUA, que os vincula a um serviço de oito anos, sendo quatro deles em atividade e quatro na reserva.

Hoje, Sonia tenta orientar os jovens para que não firmem contratos militares através de uma campanha ativa e conscientização.

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