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EUA entregam armas modernas a forças curdas da Síria, escreve mídia

Os opositores americanos da retirada das tropas dos EUA da Síria entregaram armas modernas às Unidades de Proteção Popular (YPG), escreveu o jornal turco Yeni Akit, citando fontes locais.
Sputnik

A edição destaca que o fornecimento é referente a um grande número de modernos sistemas de mísseis antitanque Javelin e Tow. Supõe-se que os curdos usem essas armas contra tanques turcos, que logo entrarão em Manbij, no norte da Síria.


Segundo a publicação, as forças especiais turcas estão no momento realizando buscas por esses complexos nesta cidade e, devido a isso, a Turquia está atrasando sua operação militar na referida cidade.

Anteriormente, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan havia anunciado que, se os EUA não se retirarem da Síria, Ancara estaria pronta para lançar uma operação no leste do Eufrates, assim como em Manbij, contra as forças de autodefesa dos curdos sírios.

Em meados de dezembro de 2018, o líder americano, Donald Trump, declarou a vitória sobre o grupo de militantes Daesh …

Meses de tortura fizeram Butina se declarar culpada para voltar à Rússia, diz Lavrov

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, explicou por que ele acha que a ativista Maria Butina, presa nos EUA, fez um acordo com os promotores: ela quer escapar das condições de tortura em que está sendo mantida.


Sputnik

Falando à imprensa na capital do Azerbaijão, Baku, Lavrov disse que os promotores americanos estavam deliberadamente tentando quebrar Butina.


Cidadã russa Maria Butina, presa nos Estados Unidos em 15 de julho de 2018 sob suspeita de espionagem
Maria Butina | Facebook 

"Eu posso entender essa mulher, ela está sendo mantida nas mais duras condições, por muitos meses ela foi submetida a uma espécie de tortura: eles a faziam passear à noite, interrompendo o sono à força, colocando-a no confinamento em solitária e muitas outras coisas", comentou Lavrov.

O ministro russo afirmou ter razões "para acreditar que as condições que foram criadas para ela [Butina] são destinadas a quebrar sua vontade e fazê-la confessar algo que ela provavelmente não fez".

O tratamento desnecessariamente severo continuou até recentemente, na quinta-feira, depois do acordo judicial de Butina. Ela estava sendo mantida em condições "normalmente reservadas para criminosos reincidentes perigosos", complementou Lavrov.

Butina provavelmente fechou o acordo — confessando a menor das acusações contra ela, a fim de conseguir o descanso — para que ela possa voltar ao seu país o mais rápido possível, avaliou Lavrov. Desta forma, ela só enfrenta uma prisão de cinco anos e extradição para a Rússia. Lavrov prometeu a ajuda do Ministério de Relações Exteriores para facilitar seu retorno.

Butina, uma ativista dos direitos das armas que defende a criação de leis russas de armas de fogo mais parecidas com as americanas, foi pega no meio da caçada por "agentes russos" após a vitória presidencial de Donald Trump em 2016. Morando nos Estados Unidos com visto de estudante, foi presa em meados de julho e acusada de trabalhar secretamente para que o governo russo fizesse incursões com o Partido Republicano e a Associação Nacional do Rifle. Moscou rejeitou qualquer noção de conexão com ela.

Diplomatas russos têm mantido contato com Butina na prisão e disseram que suas condições são "levemente abaixo da tortura". Ela foi submetida a buscas indevidas e humilhantes, privação de sono e negação de cuidados médicos apropriados.

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