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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

National Interest avalia superioridade do tanque russo T-14 Armata sobre blindados da OTAN

Apresentação do tanque russo T-14 Armata em 2015 revelou a crescente obsolescência dos principais tanques de combate da OTAN: o britânico Challenger 2 e o americano M1A2 Abrams, escreve a revista norte-americana.


Sputnik

O autor do The National Interest, que se refere a um artigo do especialista Will Flannigen, compara o T-14 Armata com os veículos blindados da OTAN em três pontos principais: capacidade de sobrevivência, poder de fogo e mobilidade.


Tanque russo T-14 Armata | Reprodução

A mudança mais "radical" no T-14, em comparação com tanques mais antigos, de acordo com Flannigen, é sua capacidade de sobrevivência. Assim, para manter um nível de proteção suficiente, o Challenger 2 e o M1A2 podem ser equipados com meios adicionais na forma de blocos de proteção dinâmicos que, no entanto, afetam negativamente o peso desses carros pesados e não oferecem nenhuma garantia de proteção.

Ao mesmo tempo, no Armata, junto com a blindagem usual, é usado provavelmente um dos meios mais revolucionários de proteção de tanques — um complexo de proteção ativa, observa a revista.

Neste caso, de acordo com o autor, a integração de tal sistema no T-14 Armata demonstra até que ponto a construção de tanques ocidental ficou para trás na aplicação de sistemas de proteção mais leves e eficazes. Assim, hoje nas configurações normais do Challenger 2 e do M1A2 os sistemas de proteção ativa não são usados, o que significa que os tanques da OTAN são inferiores aos veículos russos modernos.

O poder de fogo do T-14 é garantido por um canhão 2A82-1M de 125 mm. Além disso, ao contrário dos tanques ocidentais, os canhões russos e soviéticos têm a capacidade de disparar mísseis antitanque, e a eficácia de combate do Challenger 2 e M1A2, apesar do sucesso na guerra com o Iraque, apenas provoca preocupação, o que é especialmente evidente após a criação do T-14, acredita o autor.

Além disso, o Armata manteve seu peso relativamente pequeno, enquanto o tanque tem uma suspensão melhorada e um motor a diesel eficaz, o que permite que o carro de combate tenha uma boa autonomia e mobilidade estratégica. Por sua vez, todos os principais tanques da OTAN, incluindo o M1A2 e o Challenger 2, pesam mais de 50 toneladas na configuração básica, o que pode causar problemas quando são posicionados, enquanto o uso de conjuntos adicionais de blindagem reduz ainda mais sua mobilidade.

Como resultado, as forças blindadas do Reino Unido e dos Estados Unidos, tal como as da OTAN em geral, estarão em uma posição extremamente desvantajosa em comparação com as forças terrestres russas modernizadas e equipadas com o Armata, acredita o autor.

Assim, a criação do T-14 Armata forçou tanto o Reino Unido, como os EUA a tomar medidas para tentar desenvolver as novas tecnologias, conclui o The National Interest.

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