Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Político americano critica EUA por se envolverem em conflitos externos

O político norte-americano Patrick Buchanan, em um artigo para o American Conservative, aborda o recente incidente no mar Negro e questiona o que motiva os EUA a se envolverem em conflitos externos.


Sputnik

Buchanan se refere aos eventos que precederam o incidente, recordando que os navios ucranianos, incluindo navios de guerra, teriam que notificar as autoridades russas com antecedência antes de passarem sob a ponte do estreito de Kerch para o mar de Azov.


Resultado de imagem para Patrick Buchanan
Patrick J. Buchanan | CNS News

Em sua opinião, o incidente recente é uma provocação por parte de Kiev e, em particular, por Pyotr Poroshenko. Seus índices de popularidade caíram drasticamente e o presidente ucraniano entende que seu partido praticamente não tem chances de vencer as próximas eleições, se ele não criar um fato sensacional, escreve o autor.

Depois que a Ucrânia introduziu a lei marcial, Poroshenko pediu para o Ocidente impor mais sanções contra Moscou e apelou aos EUA a pressionarem a Rússia. Por sua vez, Adrian Karatnitsky, membro do Conselho Atlântico, propôs fortalecer a presença militar norte-americana no mar Negro e fornecer a Kiev mísseis antiaéreos e antinavio, além de endurecer as sanções e cancelar a construção dos gasodutos Nord Stream 2 e South Stream, relata o artigo.

Contudo, Patrick Buchanan questiona: o que Washington tem a ver com o problema do controle sobre o estreito de Kerch?

"Por que nos deixamos envolver em disputas externas, desde a disputa a quem pertencem as ilhas no mar do Sul da China, de quem são as ilhas Senkaku e Curilas do Sul; e até se a Transnístria tinha direito de se separar da Moldávia e a Ossétia do Sul e a Abkházia da Geórgia?", indagou.

Buchanan também questiona: "Se a Ucrânia teve o direito de se separar da Rússia em 1991, então por que a Crimeia, Donetsk e Lugansk não podem se separar de Kiev?".

Incidente no estreito de Kerch

Em 25 de novembro, três navios ucranianos violaram a fronteira russa entrando nas águas territoriais do país e realizando manobras perigosas. Como as embarcações ucranianas ignoraram os avisos das autoridades russas, a guarda fronteiriça deteve os navios com 24 tripulantes a bordo, o tribunal abriu um processo criminal contra os marinheiros.

Logo após o incidente, Kiev introduziu a lei marcial em 10 regiões do país por 30 dias. A lei limita temporariamente as liberdades e direitos constitucionais dos cidadãos, incluindo o direito de voto e de liberdade de expressão.

Moscou qualificou o incidente como uma provocação que é explicada pela baixa popularidade do presidente Pyotr Poroshenko nas vésperas das eleições presidenciais.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas