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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Político americano critica EUA por se envolverem em conflitos externos

O político norte-americano Patrick Buchanan, em um artigo para o American Conservative, aborda o recente incidente no mar Negro e questiona o que motiva os EUA a se envolverem em conflitos externos.


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Buchanan se refere aos eventos que precederam o incidente, recordando que os navios ucranianos, incluindo navios de guerra, teriam que notificar as autoridades russas com antecedência antes de passarem sob a ponte do estreito de Kerch para o mar de Azov.


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Patrick J. Buchanan | CNS News

Em sua opinião, o incidente recente é uma provocação por parte de Kiev e, em particular, por Pyotr Poroshenko. Seus índices de popularidade caíram drasticamente e o presidente ucraniano entende que seu partido praticamente não tem chances de vencer as próximas eleições, se ele não criar um fato sensacional, escreve o autor.

Depois que a Ucrânia introduziu a lei marcial, Poroshenko pediu para o Ocidente impor mais sanções contra Moscou e apelou aos EUA a pressionarem a Rússia. Por sua vez, Adrian Karatnitsky, membro do Conselho Atlântico, propôs fortalecer a presença militar norte-americana no mar Negro e fornecer a Kiev mísseis antiaéreos e antinavio, além de endurecer as sanções e cancelar a construção dos gasodutos Nord Stream 2 e South Stream, relata o artigo.

Contudo, Patrick Buchanan questiona: o que Washington tem a ver com o problema do controle sobre o estreito de Kerch?

"Por que nos deixamos envolver em disputas externas, desde a disputa a quem pertencem as ilhas no mar do Sul da China, de quem são as ilhas Senkaku e Curilas do Sul; e até se a Transnístria tinha direito de se separar da Moldávia e a Ossétia do Sul e a Abkházia da Geórgia?", indagou.

Buchanan também questiona: "Se a Ucrânia teve o direito de se separar da Rússia em 1991, então por que a Crimeia, Donetsk e Lugansk não podem se separar de Kiev?".

Incidente no estreito de Kerch

Em 25 de novembro, três navios ucranianos violaram a fronteira russa entrando nas águas territoriais do país e realizando manobras perigosas. Como as embarcações ucranianas ignoraram os avisos das autoridades russas, a guarda fronteiriça deteve os navios com 24 tripulantes a bordo, o tribunal abriu um processo criminal contra os marinheiros.

Logo após o incidente, Kiev introduziu a lei marcial em 10 regiões do país por 30 dias. A lei limita temporariamente as liberdades e direitos constitucionais dos cidadãos, incluindo o direito de voto e de liberdade de expressão.

Moscou qualificou o incidente como uma provocação que é explicada pela baixa popularidade do presidente Pyotr Poroshenko nas vésperas das eleições presidenciais.

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