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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Poroshenko anuncia deslocamento de tropas paraquedistas para costa do mar de Azov

Kiev está deslocando unidades de paraquedistas para a costa do mar de Azov e mar Negro, declarou o presidente ucraniano Pyotr Poroshenko durante a sua visita à parte da região de Donetsk controlada pelas autoridades ucranianas.


Sputnik

Segundo o presidente ucraniano, entre outros serão deslocados, por via aérea, destacamentos da 95ª brigada, que também reforçarão a defesa da costa, comunicou um canal de TV ucraniano.


Pyotr Poroshenko, presidente da Ucrânia (foto de arquivo)
Pyotr Poroshenko © Foto : Serviço de imprensa do presidente da Ucrânia

Poroshenko acrescentou que, depois da imposição da lei marcial, foi realizado o treinamento em prazos curtos das brigadas que defendem o flanco mais perigoso.

O líder ucraniano assinalou que o exército foi posto em prontidão de combate. Adicionalmente, foram acionados o Serviço de Fronteiras, a Guarda Nacional e o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), acrescentando que a proteção da fronteira nacional foi reforçada.

O deputado russo Aleksandr Sherin opina que a declaração de Poroshenko é mais uma forma de elevar a sua popularidade e um pretexto para prolongar a lei marcial. Segundo ele, a decisão não é adequada do ponto de vista militar, nem do ponto de vista de ações militares táticas ou estratégicas.

"O que ele anuncia lembra um jogo de computador de uma pessoa que nunca serviu no exército", disse o político russo.

Provocações no mar Negro

A situação na região se agravou depois que três navios da Marinha ucraniana atravessaram a fronteira da Rússia, violando assim o direito marítimo. Em 25 de novembro, as embarcações entraram em águas temporariamente fechadas e efetuaram manobras perigosas, ignorando as exigências da Guarda Costeira russa.

A Guarda Costeira russa se viu obrigada a usar armas. Em seguida, os três navios ucranianos foram apreendidos e as tripulações foram detidas. O lado russo abriu um processo criminal por violação da fronteira.

Após o incidente, o parlamento ucraniano aprovou a imposição da lei marcial em 10 regiões da Ucrânia por 30 dias.

Segundo o líder russo, a ação hostil ucraniana no mar Negro está associada à baixa popularidade do presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, em vésperas das eleições.

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