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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
Sputnik

"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

Presidente do Irã: nenhum país exportará petróleo do golfo se bloquearem vendas iranianas

A administração do presidente norte-americano Donald Trump sublinhou mais de uma vez que Washington pretende "reduzir a zero" a exportação de petróleo iraniano, no intuito de conter o programa nuclear e a influência regional de Teerã.


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"Os EUA devem saber que, se o Irã for impedido de exportar petróleo, nenhum país poderá fazê-lo no golfo Pérsico", disse o presidente iraniano Hassan Rouhani na terça-feira (4).


Navio-petroleiro no golfo Pérsico (imagem referencial)
Navio petroleiro no Golfo Pérsico © AP Photo/ Hasan Jamali

Altos responsáveis da República Islâmica anteriormente ameaçaram retaliar contra as sanções dos EUA fechando o estreito de Hormuz, uma via marítima que liga produtores e os principais mercados mundiais.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, reafirmou o esforço de Washington de confrontar as "ameaças" iranianas usando pressão máxima sobre o país.

Em 5 de novembro, os EUA impuseram novas restrições unilaterais nas esferas da energia, indústria naval e financeira iranianas, visando impedir a exportação de petróleo por parte do Irã.

Rouhani prometeu continuar vendendo petróleo apesar das restrições "ilegais e injustas".

"A República Islâmica do Irã pode vender seu petróleo e vai vendê-lo […] mesmo que esses países [compradores] não tenham isenções. Nós venderemos nosso petróleo com honra […] Nós quebraremos essas sanções com honra porque essas sanções são cruéis e contradizem o direito internacional", cita as palavras de Rouhani a rede Press TV.

A administração Trump, após ameaçar os países que comprem petróleo iraniano, decidiu conceder isenções temporárias a oito países, o que lhes permite continuar importando petróleo do Irã no caso de cortarem o volume de compras.

O governo do presidente Donald Trump voltou a adotar sanções contra o Irã ao abandonar o acordo nuclear de 2015 firmado entre o Irã, os Estados Unidos e cinco outras potências: Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia. As sanções atingiram as exportações de petróleo, transportes e setor bancário do país persa.

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