Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Qual a única condição em que Rússia abandonaria mísseis 9M729 que preocupam tanto EUA?

Os Estados Unidos apelaram a que a Rússia descarte o míssil 9M729 ou que o modifique, pois acreditam que seu alcance viola o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário. Analista militar russo explicou por que a Rússia não precisa alterar o projétil e indicou a única condição sob a qual o país poderia abandoná-lo.


Sputnik

A vice-secretária de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Andrea Thompson, afirmou recentemente que o alcance do míssil russo 9M729 é de entre 500 e 5.500 quilômetros (SSC-8, na classificação ocidental), violando o Tratado INF, apelando a que Rússia desista dessa arma ou a modifique.


Lançamento de mísseis Bulava a partir do submarino Yuri Dolgoruky no mar Branco
Lançamento do míssil Bulava © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Em comentário ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências militares Konstantin Sivkov sublinhou que a Rússia não tem nenhumas razões para abandonar essa arma porque esta não é abrangida pelas cláusulas do tratado.

O analista lembrou que os Estados Unidos possuem no território europeu sistemas de lançamento de mísseis MK 41 que podem ser usados inclusive para lançar mísseis de cruzeiro do tipo Tomahawk e assim violam de fato o tratado.

"Não temos motivos para tirar do serviço estes mísseis — eles têm um alcance menor que 400 quilômetros. Já os norte-americanos devem abandonar os MK 41, retirá-los da Europa. Mas se os mísseis são um assunto tão sensível para os EUA, acho que poderíamos descartá-los sob condição de que os norte-americanos desistam do posicionamento na Europa dos MK 41", concluiu o especialista.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que a Rússia tem dois meses para que "retorne ao cumprimento" do Tratado INF. Ele acrescentou que, em caso contrário, Washington se retirará do tratado.

Em resposta, o presidente russo Vladimir Putin destacou que os EUA não apresentaram nenhumas provas da violação do acordo por Moscou. O líder russo sublinhou que a declaração de Pompeo surgiu tarde, pois primeiro Washington anunciou sua intenção de se retirar do Tratado INF e só depois começou a buscar justificativas.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas