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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Qual a única condição em que Rússia abandonaria mísseis 9M729 que preocupam tanto EUA?

Os Estados Unidos apelaram a que a Rússia descarte o míssil 9M729 ou que o modifique, pois acreditam que seu alcance viola o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário. Analista militar russo explicou por que a Rússia não precisa alterar o projétil e indicou a única condição sob a qual o país poderia abandoná-lo.


Sputnik

A vice-secretária de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Andrea Thompson, afirmou recentemente que o alcance do míssil russo 9M729 é de entre 500 e 5.500 quilômetros (SSC-8, na classificação ocidental), violando o Tratado INF, apelando a que Rússia desista dessa arma ou a modifique.


Lançamento de mísseis Bulava a partir do submarino Yuri Dolgoruky no mar Branco
Lançamento do míssil Bulava © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Em comentário ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências militares Konstantin Sivkov sublinhou que a Rússia não tem nenhumas razões para abandonar essa arma porque esta não é abrangida pelas cláusulas do tratado.

O analista lembrou que os Estados Unidos possuem no território europeu sistemas de lançamento de mísseis MK 41 que podem ser usados inclusive para lançar mísseis de cruzeiro do tipo Tomahawk e assim violam de fato o tratado.

"Não temos motivos para tirar do serviço estes mísseis — eles têm um alcance menor que 400 quilômetros. Já os norte-americanos devem abandonar os MK 41, retirá-los da Europa. Mas se os mísseis são um assunto tão sensível para os EUA, acho que poderíamos descartá-los sob condição de que os norte-americanos desistam do posicionamento na Europa dos MK 41", concluiu o especialista.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que a Rússia tem dois meses para que "retorne ao cumprimento" do Tratado INF. Ele acrescentou que, em caso contrário, Washington se retirará do tratado.

Em resposta, o presidente russo Vladimir Putin destacou que os EUA não apresentaram nenhumas provas da violação do acordo por Moscou. O líder russo sublinhou que a declaração de Pompeo surgiu tarde, pois primeiro Washington anunciou sua intenção de se retirar do Tratado INF e só depois começou a buscar justificativas.

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