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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Retirada dos EUA da Síria seria um plano estratégico para prejudicar China?

Especialistas acreditam que a retirada dos militares dos EUA da Síria poderia significar uma mudança no pensamento estratégico dos EUA, reconsiderando suas políticas na região Indo-Pacífica.


Sputnik

A retirada americana gera incertezas no investimento projetado para a reconstrução do país árabe pela China, informa o jornal The South China Morning Post.


Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria
Tropas norte-americanas na Síria | CC0 / Staff Sgt. Jacob Connor / 5th Special Forces Group (Airborne)

Alguns especialistas acreditam que isso provavelmente elevará a instabilidade na Síria, além de poder significar uma mudança no pensamento estratégico americano, pois poderá ficar mais atento à região Indo-Pacífica, realizando uma reconsideração de suas políticas nessa região.

Para Wang Jian, especialista em Oriente Médio da Academia de Ciências Sociais da China, o país asiático mantém uma distância em relação ao conflito na Síria, contudo, ele tem interesse em promover sua presença econômica no país dentro da Iniciativa do Cinturão e Rota da Seda.

Ele também ressalta que a retirada das tropas poderia piorar a situação relacionada à segurança no país, causando um aumento dos riscos para as empresas chinesas e dificultando a cooperação econômica com a Síria, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A China comerciava e investia na Síria até 2011, quando o comércio bilateral entre os dois países alcançou US$ 2,4 bilhões (R$ 9,3 bilhões), porém, quase todas as empresas chinesas deixaram ou suspenderam as operações na região.

Perante esta situação, a China adotou algumas medidas, como a proposta de um plano de reconstrução econômica da Síria, que se iniciaria com a construção de um polígono industrial no país capaz de abrigar até 150 empresas chinesas.

Com isso, o especialista conclui que a retirada das tropas dos EUA poderia significar que o Oriente Médio perdeu importância estratégica para os Estados Unidos e que eles prestam mais atenção à região Indo-Pacífica, considerando que a China já é o principal desafio a longo prazo.

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