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EUA entregam armas modernas a forças curdas da Síria, escreve mídia

Os opositores americanos da retirada das tropas dos EUA da Síria entregaram armas modernas às Unidades de Proteção Popular (YPG), escreveu o jornal turco Yeni Akit, citando fontes locais.
Sputnik

A edição destaca que o fornecimento é referente a um grande número de modernos sistemas de mísseis antitanque Javelin e Tow. Supõe-se que os curdos usem essas armas contra tanques turcos, que logo entrarão em Manbij, no norte da Síria.


Segundo a publicação, as forças especiais turcas estão no momento realizando buscas por esses complexos nesta cidade e, devido a isso, a Turquia está atrasando sua operação militar na referida cidade.

Anteriormente, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan havia anunciado que, se os EUA não se retirarem da Síria, Ancara estaria pronta para lançar uma operação no leste do Eufrates, assim como em Manbij, contra as forças de autodefesa dos curdos sírios.

Em meados de dezembro de 2018, o líder americano, Donald Trump, declarou a vitória sobre o grupo de militantes Daesh …

Rússia desconfia da saída de tropas dos EUA da Síria

O governo da Rússia não tem plena confiança na saída das tropas dos Estados Unidos da Síria e prefere esperar os fatos antes de fazer avaliações, anunciou nesta segunda-feira o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.


EFE

Moscou - "As palavras do presidente (dos EUA, Donald) Trump sobre a retirada da Síria, assim como outras afirmações feitas pelos representantes dos Estados Unidos, só vemos como uma declaração. As avaliações virão depois", disse o número dois da diplomacia russa em entrevista à agência "Interfax".


Tropas americanas na Síria em foto de 2017. EFE/ Youssef Rabie Youssef
Tropas americanas na Síria com terroristas, em comboio, em foto de 2017. EFE/ Youssef Rabie Youssef

Ryabkov explicou que, por enquanto, a Rússia não vê "nada novo" na política adotada pelos Estados Unidos em relação ao território sírio.

Na semana passada, o presidente americano proclamou a derrota do grupo jihadista Estado Islâmico na Síria e anunciou a retirada do contingente americano que está no país árabe como parte de uma coalizão internacional.

Segundo o vice-ministro russo, os EUA entrelaçaram a presença na Síria com "um monte de interesses" e encontrará "milhares de razões e pretextos" para os seus planos sobre a saída.

"Mesmo vendo pela televisão ou pelo Youtube o último veículo com a bandeira dos Estados Unidos deixando a Síria, pensarei duas vezes em acreditar ou não", comentou.

De acordo com Ryabkov, caso que a retirada realmente seja confirmada, será um passo "muito significativo e sólido que contribuirá para a melhoria da imagem da política externa dos Estados Unidos".

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