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Diretor de Projetos da Marinha do Brasil diz que Programa Tamandaré não será afetado por cortes no orçamento

Convidado para falar a empresários catarinenses durante a reunião do Comitê da Indústria da Defesa (Comdefesa), da Fiesc, o vice-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, diretor de Projetos da Marinha do Brasil, garantiu na manhã desta quinta-feira que o bloqueio de verbas do governo federal não vai afetar o andamento do projeto de construção de quatro navios da Marinha em Itajaí.
Poder Naval

Ele confirmou que o recurso previsto para a empreitada, de R$ 2,5 bilhões, está contingenciado – mas acredita que isso será revertido no segundo semestre. – Esse projeto não tem volta. O Brasil e a Marinha precisam modernizar a frota – afirmou.

A Marinha foi a principal atingida pelo bloqueio de verbas no setor de Defesa, que soma R$ 13 bilhões. O recurso para as corvetas está com a Emgepron, empresa de projetos da Marinha que negocia os termos do contrato com o consórcio Águas Azuis, vencedor da concorrência pública para construção das embarcações.

O grupo tem entre as consorciadas a alemã Thys…

Rússia pede que os EUA reconsiderem estratégia na Síria e saída do Tratado INF

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, criticou duramente a política norte-americana na Síria e ofereceu negociações diretas sobre o marco do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que vigora entre os dois países desde 1987.


Sputnik

A situação em partes do leste da Síria, controlada pelas Forças Democráticas da Síria (SDF) apoiadas pelos EUA e pelos curdos, continua "profundamente preocupante", escreveu Shoigu em uma carta ao chefe do Pentágono, James Mattis, no início desta semana.


Bandeiras da Rússia e dos EUA
© REUTERS / Maxim Shemetov

Washington faz pouco ou nada para restaurar a paz e ajudar a região devastada a se recuperar da longa guerra, enquanto seus ataques aéreos continuam a causar mortes de civis, disse o ministro da Defesa. Ele observou que pelo menos 1.500 civis foram mortos nos últimos meses, enquanto as SDF limpavam os últimos bolsões remanescentes da resistência do Daesh.

O chefe de defesa russo descreveu as dificuldades que a coalizão liderada pelos EUA experimentou na prolongada batalha perto de Hajin, na província oriental de Deir ez-Zor. Foram necessários seis meses para que os combatentes, apoiados pelo Pentágono, expulsassem os militantes da pequena cidade — apenas para que eles se reagrupassem mais tarde nas aldeias ao longo do rio Eufrates.

Em contraste, o Exército do governo sírio demonstrou sua capacidade de liberar áreas em duas semanas, disse Shoigu.

O ministro também enfatizou que a colonização e a recuperação da nação devastada pela guerra são prejudicadas pelo contrabando de petróleo e derivados de petróleo das áreas controladas pelas SDF. Ao mesmo tempo, a presença militar dos EUA na base aérea de Al-Tanf torna mais difícil entregar ajuda em um grande campo de refugiados em Rukban, na Jordânia, que abriga mais de 50 mil sírios, escreveu Shoigu. Ele também alegou que a base aérea e as “gangues armadas” em volta impedem os refugiados de voltar para casa.

Em uma carta separada para Mattis, Shoigu se ofereceu para iniciar um "diálogo aberto e significativo" sobre as diferenças que as nações têm em relação ao Tratado INF, que proíbe mísseis terrestres com alcance de 500 a 5.500 km. Ambos os lados acusam um ao outro de violar o acordo.

Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, alertou que Washington desfará o acordo no prazo de 60 dias se a Rússia não "retornar ao cumprimento". Moscou, por sua vez, elaborou uma resolução para o Conselho de Segurança da ONU em apoio ao acordo INF.

Shoigu enfatizou que até agora Moscou não recebeu nenhuma reação oficial do Pentágono sobre sua proposta de manter conversas sobre o Tratado INF.

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