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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Secretário de Estado de Trump promete 'nova ordem liberal mundial'

Pompeo questiona valor de instituições como ONU, OMC e União Europeia, diz que multilateralismo 'tornou-se fim em si mesmo' e exalta a Otan


O Globo


BRUXELAS - Em um importante discurso em Bruxelas nesta terça-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, prometeu uma nova ordem liberal mundial, na qual alguns tratados e instituições internacionais serão reforçados, ao mesmo tempo em que outros serão enfraquecidos. O principal diplomata do governo Trump criticou instituições como as Nações Unidas, a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos e a União Africana, ao mesmo tempo em que exaltou a Otan, descrita como uma “instituição indispensável”.


O secretário de Estado americano Mike Pompeo discursa em Bruxelas nesta terça-feira Foto: FRANCISCO SECO / AFP
O secretário de Estado americano Mike Pompeo discursa em Bruxelas nesta terça-feira | Foto: FRANCISCO SECO / AFP

Em um desdobramento da política de "América Primeiro" de Trump, o secretário de Estado disse que o presidente americano estava reformando a ordem liberal mundial, não a destruindo. Ele afirmou que a nova ordem se baseará em “estados soberanos, não instituições multilaterais”:

— Nas melhores tradições de nossa grande democracia, estamos reunindo as nações nobres para construir uma nova ordem liberal que impeça a guerra e alcance maior prosperidade — disse Pompeo a diplomatas e autoridades, citando o Brexit como um sinal de que as organizações supranacionais eram ineficazes. — Estamos agindo para preservar, proteger e avançar um mundo justo, transparente e livre de estados soberanos.

Este projeto, ele disse, exigirá a “restauração real, não fingida, da ordem liberal entre as nações”. A “liderança assertiva” dos EUA será necessária para tal, ao lado de “democracias em todo o mundo", afirmou.

O secretário de Estado, que discursou em uma conferência de um instituto de pesquisa americano para uma plateia que recebeu com ceticismo o seu discurso, disse que a ordem internacional desde o fim da Guerra Fria “falhou e fracassou”. Ele se perguntou se a ONU, criada após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo principal de garantir a paz, ainda “cumpre a sua missão com fidelidade”:

— Quanto mais tratados assinamos, mais seguros nós supostamente estamos. Quanto mais burocratas tivermos, melhor será o trabalho. Isso foi realmente verdade? A questão central que enfrentamos é a questão de saber se o sistema configurado como está hoje, como o mundo existe hoje, funciona? Funciona para todas as pessoas do mundo? — perguntou.

Pompeo, um ex-oficial do Exército que é considerado um defensor de Trump com visões de política internacional agressivas, disse que havia algumas instituições internacionais que “trabalham para os interesses americanos e a serviço de nossos valores compartilhados”, mas listou apenas três desses órgãos: a Otan, a Iniciativa de Segurança Contra a Proliferação (PSI) e a Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, serviço de transferências bancárias que é amplamente conhecido como Swift.

Trump, ele afirmou, exerce pressão sobre o Banco Mundial e sobre o Fundo Monetário Internacional para pararem de financiar países como a China, dizendo que eles já tiveram acesso aos mercados financeiros para levantar capital.

Quando questionou se a União Europeia, baseada em Bruxelas, estava colocando os interesses dos países acima dos de seus funcionários, alguém na plateia gritou: “Sim”, resposta que Pompeo ignorou.

Líderes europeus estão preocupados com Trump e dizem que suas decisões de retirar os EUA do Acordo Climático de Paris e do acordo nuclear de 2015 contra o Irã vão contra as prioridades europeias.

Em referência a políticas de Trump em discurso na segunda-feira nos EUA, a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini, alertou que "o domínio da selva" tem substituído o estado de direito internacionalmente.

Pompeo disse que os Estados Unidos estavam agindo corretamente.

— Nosso governo está deixando legalmente ou renegociando tratados desatualizados ou prejudiciais, acordos comerciais e outros acordos internacionais que não servem aos nossos interesses soberanos, ou o interesse de nossos aliados — disse.

Retirada de tratado nuclear

Sob pressão de Washington, a Otan deve declarar nesta terça-feira que a Rússia viola tratado de controle de armas nucleares, abrindo caminho para que Trump se retire do acordo da época da Guerra Fria.

Os aliados europeus da Otan pressionaram Trump a não seguir com sua ameaça de deixar o tratado das Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) com Moscou, assinado em 1987, mas em vez disso trabalhar para colocar a Rússia em conformidade com o pacto.

No entanto, os diplomatas disseram que agora estão tentando limitar as consequências da decisão, adiando a esperada retirada dos EUA para o próximo ano e primeiro acusando formalmente a Rússia de quebrar o acordo INF, que livra a Europa dos mísseis nucleares terrestres. A Rússia nega a violação do pacto.

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