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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
Sputnik

"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

Senadores dos EUA acusam príncipe herdeiro da Arábia Saudita de ser culpado na morte de Khashoggi

Parlamentares acolheram relatório passado pela CIA no Senado. Tanto senadores do governo quanto da oposição são favoráveis a punição ao príncipe Salman.


Por G1

Senadores dos Estados Unidos declararam acreditar que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, é culpado da morte do jornalista Jamal Khashoggi. As declarações foram dadas nesta terça-feira (4) após Gina Haspel, diretora da CIA, divulgar relatório sobre o caso aos senadores.

Montagem com fotos do jornalista Jamal Khashoggi e o príncipe Mohammed bin Salman — Foto:  Mohammed al-Shaikh/AFP; Bandar Algaloud/Media Office Of Mohammed Bin Salman/AFP
Montagem com fotos do jornalista Jamal Khashoggi e o príncipe Mohammed bin Salman — Foto: Mohammed al-Shaikh/AFP; Bandar Algaloud/Media Office Of Mohammed Bin Salman/AFP

Khashoggi, jornalista saudita correspondente para o jornal "The Washington Post", foi assassinado em 2 de outubro dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia. Investigações dizem que o profissional, que tinha cidadania norte-americana, foi torturado, morto e esquartejado dentro da repartição.

A acusação contra a monarquia saudita partiu inclusive de dentro do Partido Republicano, o mesmo do presidente Donald Trump – que decidiu manter relação "firme" com o antigo aliado no Oriente Médio. Em entrevista coletiva, o senador republicano Lindsey Graham declarou que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita é "cúmplice no assassinato" de Khashoggi.

"A Arábia Saudita é uma aliada estratégica, e o relacionamento [com o país] merece salvação. Mas não a todos os custos", disse Graham.

"Eu não consigo vê-lo [bin Salman] como um parceiro confiável para os Estados Unidos. [...] Se o governo saudita ficar nas mãos desse homem por um bom tempo, eu acho muito difícil sermos capazes de fazer negócios."

"Eu acho ele louco, eu acho ele perigoso, e ele está colocando a relação [dos dois países] em risco", completou Graham.

Democratas também acusam príncipe

Senadores da oposição também demonstraram credibilidade no relatório da CIA que acusa bin Salman. Bob Menendez, líder do Partido Democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, disse estar "convencido" de que os EUA devem tomar alguma atitude contra o regime saudita, incluindo o posicionamento em relação ao conflito no Iêmen.

"Antes do relatório, eu estava convencido de que os EUA deveriam tomar atitudes contra a guerra no Iêmen e contra os sauditas. Eu apenas solidifiquei minhas opiniões depois desse relatório", disse o senador, que espera que o Senado aja para "mandar uma mensagem forte e inequívoca" nos dois casos.

Menendez mencionou o conflito no Iêmen porque a Arábia Saudita – país vizinho – está envolvida na guerra ao apoiar o governo iemenita contra os rebeldes houtis. Parte da pressão internacional sobre a atuação do regime de Salman no combate se intensificou após a morte de Khashoggi.


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