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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Trump antecipa saída de Mattis e anuncia substituto

Secretário de Defesa deixa o cargo em 1º de janeiro, dois meses antes do planejado, após suposta frustração do presidente com carta de renúncia. Patrick Shanahan, vice-secretário e ex-Boeing, assume interinamente.


Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (23/12) que James Mattis deixará o cargo de secretário de Defesa em 1º de janeiro de 2019 – dois meses antes do planejado – e nomeou o vice dele, Patrick Shanahan, como substituto interino.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Defesa, James Mattis
Em sua carta de renúncia, Mattis (à dir.) disse que decidiu deixar o governo por discordar das visões do presidente

"Estou feliz em anunciar que nosso muito talentoso vice-secretário de Defesa, Patrick Shanahan, assumirá o título de secretário de Defesa interino a partir de 1º de janeiro de 2019. Patrick tem uma grande lista de conquistas como vice-secretário e previamente na Boeing. Ele será incrível!", escreveu Trump no Twitter.

Shanahan, de 56 anos, que atua como vice-secretário de Defesa desde julho de 2017, trabalhou durante anos para a multinacional americana Boeing.

Segundo o jornal The New York Times, citando funcionários do governo, o presidente se sentiu frustrado pela cobertura midiática dada à carta de renúncia de Mattis e, por isso, decidiu tirá-lo do cargo antes de 28 de fevereiro, data prevista para ele deixar o Executivo.

A renúncia de Mattis ocorreu na quinta-feira, um dia depois de a Casa Branca ter anunciado a retirada das tropas americanas da Síria. Em sua carta de demissão, ele deixou claro que decidiu sair do governo por discordar das visões do presidente.

"Enquanto os EUA permanecem como nação indispensável no mundo livre, não podemos proteger nossos interesses ou cumprir esse papel de maneira efetiva sem manter alianças fortes e mostrar respeito a esses aliados", escreveu o general reformado.

Mattis também afirmou que os Estados Unidos precisam tomar uma atitude "decidida, e não ambígua" na hora de lidar com países com os quais os interesses do governo americano estão em "tensão crescente", mencionando as rivais Rússia e China.

Em outro trecho da carta, em um claro sinal de que não concordou com as decisões recentes de Trump, Mattis disse que achou correto deixar o cargo para que o presidente "possa escolher alguém que esteja mais alinhado às suas ideias".

Na noite de sábado, Trump usou o Twitter para opinar pela primeira vez sobre a carta. "Os aliados são muito importantes, mas não quando eles se aproveitam dos Estados Unidos", escreveu.

A decisão do presidente de retirar seus 2 mil soldados do território sírio levou também à demissão de Brett McGurk, representante dos Estados Unidos na coalizão internacional em combate ao grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI).

A saída de McGurk, que será efetivada em 31 de dezembro, foi anunciada no sábado. O enviado especial também se posicionou contrário à retirada das tropas e refutou o argumento de Trump de que o EI teria sido derrotado no país do Oriente Médio.

Assim, Shanahan deve assumir o comando do Departamento de Defesa num momento crítico para a estratégia dos Estados Unidos no Oriente Médio, região onde outras potências, como a própria Rússia e a China, lutam pela hegemonia.

Shanahan tomará posse no cargo de forma provisória, uma vez que o posto de secretário de Defesa requer a confirmação do Senado americano.

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