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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Turquia diz estar 'insatisfeita' com alegações de Riad sobre morte de Khashoggi

A Turquia está insatisfeita com as explicações da Arábia Saudita em relação ao assassino do proeminente jornalista saudita Jamal Khashoggi, afirmou neste sábado o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.


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"Nós consideramos isso como um assassinato desprezível. Infelizmente, a Arábia Saudita não nos apoia. No início, houve uma mentira de que ele [Khashoggi] deixou o consulado. [No entanto] há evidências de que ele foi morto: há uma gravação de áudio de sete minutos, nós compartilhamos com o mundo", afirmou a jornalistas à margem da cúpula do G20.


Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia
Recep Tayyip Erdogan © REUTERS / Umit Bektas

"A Turquia entregou [a gravação] para os Estados Unidos, a Arábia Saudita, o Reino Unido — todos aqueles que queriam. Nós não podemos estar satisfeitos com as explicações que temos", acrescentou Erdogan.

Ancara insiste que Riad deve extraditar os responsáveis pelo assassinato, reiterou Erdogan.

"Mas este não é apenas o caso da Turquia, mas do mundo inteiro. Ainda não recebemos nenhuma informação do lado saudita sobre os cúmplices dos assassinos. Eles devem revelá-lo", sublinhou.

Khashoggi, colunista do jornal estadunidense The Washington Post era conhecido por suas críticas ao governo saudita. Ele desapareceu em 2 de outubro, depois de entrar no consulado saudita em Istambul.


O reconhecimento da Arábia Saudita de que o jornalista tinha sido morto em uma luta no interior do consulado veio após duas semanas de negações e crescente pressão dos aliados ocidentais para fornecer explicações.

Em 26 de outubro, o promotor saudita reconheceu que o assassinato do jornalista foi premeditado. No entanto, Riad sustenta que o assassinato nada tinha a ver com a família real saudita, descrevendo a operação como clandestina.

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