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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

Ucrânia é economicamente incapaz de pagar uma guerra, declara cientista político

Devido ao seu baixo crescimento econômico, a Ucrânia não pode pagar uma guerra, pois países pobres não saem vitoriosos de conflitos, afirma o analista político ucraniano Oleg Voloshin.


Sputnik

"A Ucrânia, com um baixo crescimento econômico, não pode se permitir uma guerra. Os países pobres não vencem guerras", disse Voloshin durante um talk show político no canal NewsOne, adicionando que os políticos ucranianos enfrentam agora a tarefa de garantir a paz no país.


Exército ucraniano (imagem de arquivo)
Tropa ucraniana © AP Photo / Evgeniy Maloletka

O especialista em assuntos internacionais também recordou os incêndios e explosões em depósitos de munições na Ucrânia.

"Estamos orgulhosos por os americanos alocarem US$ 300 milhões [R$ 1,1 bilhão] para ajuda militar, e agora temos um bilhão de bombas explodidas. Como defensor da paz, considero que quanto menos munições tivermos, menor será o desejo de gritar", acrescentou o analista.

Em 2018, a Ucrânia recebeu armas letais e outros meios militares no valor de mais de US$ 40 milhões [R$ 155 milhões] dos EUA, Lituânia, Grã-Bretanha e Canadá.

Mais US$ 10 milhões [R$ 38 milhões] foram alocados à Marinha ucraniana para assistência adicional após o incidente no Estreito de Kerch, em que navios ucranianos foram detidos em novembro por cruzarem ilegalmente a fronteira russa.

Devido a isso, Moscou alertou várias vezes sobre o fornecimento de armas a Kiev, pois isso causará um aumento de tensões em Donbass. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que as entregas de armamentos à Ucrânia não contribuirão para um acordo na região ou para a implementação dos acordos de Minsk.

Nos últimos três anos, ocorreram diversos incêndios em depósitos militares da Ucrânia. Em 3 de março de 2017, teve lugar um incêndio no armazém de munições da cidade de Balakliya, região de Kharkiv, enquanto em maio deste ano, o mesmo aconteceu duas vezes em uma área de arsenais, causando inúmeras explosões.

No dia 9 de outubro, ocorreu mais uma explosão em um depósito militar em Ichnya, na região de Chernihiv, onde estavam em estoque 69,5 mil toneladas de munições, das quais 43 mil toneladas estavam prontas para combate.

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