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Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
Sputnik

"O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.


Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo t…

Ucrânia tentou envolver Alemanha em uma guerra, diz ex-chanceler alemão

A Ucrânia tentou envolver a Alemanha em uma guerra, afirmou o ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, ao canal N-TV.


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"Acho que não devemos permitir de modo algum que a Ucrânia nos envolva em uma guerra. A Ucrânia tentou fazer isso", disse o diplomata alemão, comentando o incidente no estreito de Kerch.


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Sigmar Gabriel

Ao mesmo tempo, Gabriel também acusou a Rússia, que protegia suas águas territoriais dos navios ucranianos que as atravessavam, de "violar o direito internacional" e expressou a esperança que a chanceler alemã Angela Merkel consiga "encaminhar as partes para relações normais".

Recentemente, em entrevista ao jornal alemã Funke Media, o líder ucraniano Pyotr Poroshenko falou sobre a necessidade de a Alemanha e seus aliados aumentarem sua presença militar no mar Negro "como um fator dissuasivo para a Rússia". Trechos da entrevista foram publicados no seu site.

Anteriormente, Poroshenko já se tinha mostrado esperançoso que a OTAN viesse apoiá-lo com o envio de navios da OTAN ao mar Negro após o incidente em questão.

Incidente no estreito de Kerch

Em 25 de novembro, três navios ucranianos violaram a fronteira russa entrando nas águas territoriais do país e realizando manobras perigosas. Como as embarcações ucranianas ignoraram os avisos das autoridades russas, a guarda fronteiriça deteve os navios com 24 tripulantes a bordo, o tribunal abriu um processo criminal contra os marinheiros.

Logo após o incidente, Kiev introduziu a lei marcial em 10 regiões do país por 30 dias. A lei limita temporariamente as liberdades e direitos constitucionais dos cidadãos, incluindo o direito de voto e de liberdade de expressão.

Moscou qualificou o incidente como uma provocação que é explicada pela baixa popularidade do presidente Pyotr Poroshenko nas vésperas das eleições presidenciais.

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