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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

'Acho que vai aumentar', diz Mourão sobre tempo de serviço de militares para a aposentadoria

Vice-presidente foi questionado em entrevista sobre reforma da Previdência para militares. Ele será o presidente em exercício nesta semana, durante viagem de Bolsonaro para a Suíça.


Por Luiz Felipe Barbiéri e Guilherme Mazui | G1 — Brasília

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (21), em entrevista à Rádio Gaúcha, que o tempo de serviço para militares passarem da ativa para a reserva pode aumentar.

O vice-presidente Hamilton Mourão no Palácio do Planalto, em imagem de 7 de janeiro — Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O vice-presidente Hamilton Mourão no Palácio do Planalto, em imagem de 7 de janeiro — Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Hoje, um militar das Forças Armadas pode passar para a reserva e começar a ganhar aposentadoria após 30 anos de serviço. Depois disso, recebe salário integral – o mesmo do último pagamento da época em que ainda estavam na ativa.

Mourão, general da reserva, deu a declaração após ser questionado sobre se a reforma da Previdência, a ser proposta pelo governo, vai incluir os militares. Representantes das Forças, como o comandante do Exército, já se manifestaram contra mudanças nas regras para aposentadoria da categoria.

"Tempo de permanência no serviço ativo é um dos pontos que estão sendo discutidos e que serão apresentados pelo grupo militar como uma forma de mitigar esse gasto que a União e, principalmente, os estados têm com as suas Forças Armadas e as forças policiais", afirmou Mourão.

Nesta semana, ele é o presidente da República em exercício, durante viagem de Jair Bolsonaro para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

"Hoje, essa questão da permanência por 30 anos no serviço ativo, acho que irá mudar. Acho que vai aumentar", completou Mourão.

O governo estuda aumentar o tempo de serviço dos militares de 30 para 35 anos, com regras de transição.

Até novembro de 2018, o déficit no sistema de aposentadorias e pensões dos militares chegou a R$ 40 bilhões, um aumento de quase 13% em relação ao mesmo período de 2017.

Segundo Mourão, não há resistência de militares sobre aumento na quantidade de anos na ativa.

"Não há resistência a essa questão do tempo de serviço. Não tem resistência nenhuma nisso aí", disse.

Caso Flávio Bolsonaro

Na entrevista, Mourão também foi questionado sobre o caso do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

Um ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, começou a ser investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encontrar movimentações financeiras atípicas em sua conta.

Na quinta-feira passada (18), atendendo a pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, suspendeu temporariamente as investigações.

No sábado (19), o Jornal Nacional mostrou que, em relatório sobre movimentações atípicas de Flávio Bolsonaro, o Coaf destacou o pagamento no valor de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa. O Coaf não identificou o favorecido, nem a data, e nenhum outro detalhe. Flávio disse que o dinheiro é da compra de um apartamento.

Para Mourão, o caso cria “algum problema familiar, mas não para o governo”.

"Eu acho que, para o governo, não chega nele, apesar do sobrenome e do senador. Agora, o senador é que está exposto na mídia realmente, e o Flávio é uma pessoa muito boa, eu gosto muito dele [...] O Flávio tem procurado justificar os achados que foram feitos nas contas dele e do assessor dele. Eu estou tomando a palavra dele por enquanto", disse Mourão.

Decreto de armas

O vice-presidente foi questionado ainda sobre o decreto, assinado por Bolsonaro, que flexibiliza a posse de armas. Para Mourão, não se trata de uma medida para combate a violência, mas sim do cumprimento de uma promessa de campanha.

“Essa questão da flexibilização da posse de arma, eu não vejo como uma questão de medida de combate à violência, eu vejo apenas, única e exclusivamente, como um atendimento a promessas de campanha do presidente, e vai ao encontro de anseios de grande parte do eleitorado dele”, afirmou.

Mourão ainda defendeu que as pessoas tenham o direito de portar armas, o que daria a elas a possiblidade de transportar um revólver para fora de casa ou estabelecimento comercial.

“Eu sempre advogo que a pessoa para portar arma ela tem que ter condições psicológicas e condições técnicas para isso. Se a pessoa passar nesses teste e desejar portar arma, eu sou favorável”, declarou.


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