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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

Ameaça nuclear aponta para urgência do desarmamento global, diz chefe de escritório da ONU em Genebra

O chefe da ONU em Genebra, Michael Møller, alertou na segunda-feira (21) que desafios relacionados à segurança cibernética e a existência de novos sistemas de armas e tecnologias não estão recebendo uma resposta suficiente dos países nem estão contemplados pelos atuais regimes de controle de armamentos. Em pronunciamento para as delegações presentes na Conferência sobre Desarmamento, o dirigente alertou para a ameaça elevada das armas nucleares.


ONU

Møller falou na abertura do primeiro encontro de 2019 da conferência, sediada na cidade suíça. Embora a assembleia seja o único fórum multilateral para negociações de desarmamento, o organismo está num impasse há mais de 20 anos: o último acordo de controle de armas negociado com sucesso pela conferência foi o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, de 1996.


Michael Møller, diretor-geral do Escritório das Nações Unidas em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin
Michael Møller, diretor-geral do Escritório das Nações Unidas em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin

O chefe da ONU em Genebra afirmou que as realidades de hoje criam um cenário convincente para um senso de urgência renovado na busca pelo desarmamento. Møller alertou que a ameaça nuclear permanece alta — programas nucleares continuam sendo promovidos e arsenais nucleares continuam sendo melhorados, ao mesmo tempo em que gastos militares e com segurança alcançaram níveis recordes.

O dirigente afirmou que o multilateralismo está “sob fogo no momento em que mais precisamos dele”. Na avaliação de Møller, que é secretário-geral da conferência, permanece distante o objetivo de um “diálogo significativo sobre a abordagem correta para uma série de questões envolvendo desarmamento”.

O ano de 2019 marca os 40 anos da Conferência sobre Desarmamento e foi descrito por Møller como uma ocasião para “relembrar porque estes mecanismos, com suas regulações e regras de procedimentos e códigos de conduta, foram estabelecidos”. Eles são importantes, disse o especialista, porque criam um lugar neutro para diálogos, onde posições diferentes podem ser reconhecidas.

Møller ressaltou o progresso feito em 2018 – quando, pela primeira vez em muitos anos, quatro relatórios foram adotados por consenso, abrindo espaço para novas atividades, incluindo discussões técnicas. O dirigente também disse esperar que o impulso gerado por estes desdobramentos continue nesta e nas próximas sessões da conferência.


Sobre a conferência

A Conferência sobre Desarmamento — estabelecida como o único fórum multilateral que negocia acordos de desarmamento na comunidade internacional — não é formalmente um órgão das Nações Unidas, mas se reporta anualmente ou o mais frequentemente possível à Assembleia Geral da ONU.

Atualmente, o organismo foca principalmente nas seguintes questões: suspensão da corrida por armas nucleares e desarmamento nuclear; prevenção de uma guerra nuclear e questões relacionadas; prevenção da corrida bélica no espaço; arranjos internacionais eficazes para garantir que Estados sem armas nucleares sejam contra o uso ou ameaça desses armamentos; novos tipos de armas de destruição em massa e os novos sistemas desses dispositivos, como as armas radiológicas; um programa abrangente de desarmamento e transparência em armamentos.

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