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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Ataques de Israel contra alvos na Síria deixam 11 mortos, diz ONG

Ataques realizados por Israel nesta segunda-feira contra alvos em Damasco e outros locais no sudoeste da Síria deixaram pelo menos 11 mortos, segundo informações divulgadas pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.


EFE

Cairo e Moscou - Os bombardeios, realizados por meio de aviões e também por mísseis terra-terra, causou grandes danos materiais e foi o mais violento feito por Israel na Síria desde maio do ano passado.


Soldado israelense na Síria em foto de 2018. EFE/ Atef Safadi
Soldado israelense na Síria em foto de 2018. EFE/ Atef Safadi

Entre os 11 mortos, segundo o Observatório, estão dois sírios. As demais vítimas não foram identificadas pela organização, que alerta que o número de mortos pode aumentar porque há várias pessoas feridas em estado grave.

O Exército de Israel informou em comunicado que o ataque teve como alvos armazéns de munições do Irã e do grupo libanês Hezbollah, aliados do presidente da Síria, Bashar al Assad, além de baterias antiaéreas do regime sírio, que tentaram interceptar os mísseis.

O Observatório afirmou que o ataque durou cerca de 60 minutos e atingiu diferentes partes do país, entre elas o aeroporto de Al Zala, no sudoeste de Damasco, e o oeste da província de Sweida.

O Centro Nacional de Controle da Defesa da Rússia informou que quatro militares sírios morreram e seis ficaram feridos nos ataques realizados por Israel na noite de ontem.

"Como resultado dos ataques, além disso, a infraestrutura do aeroporto internacional de Damasco foi parcialmente danificada", informou o órgão militar russo em comunicado.

Israel informou previamente que atacaria alvos militares iranianos e baterias do sistema de defesa antiaérea da Síria em resposta ao lançamento de um míssil contra o território do país.

Segundo o governo da Rússia, as baterias antiaéreas da Síria conseguiram derrubar 30 mísseis lançados por Israel. Além disso, o Exército sírio também conseguiu repelir parcialmente um ataque feito por aviões israelenses contra alvos no sul de Damasco.

As informações foram confirmadas por veículos ligados ao governo da Síria, que relataram que o sistema de defesa antiaérea do país interceptou dezenas de mísseis israelenses.

Israel acusa o Irã de ter disparado mísseis contra o território do país ontem e afirma que essa é a "prova definitiva" das intenções da República Islâmica na Síria.

O porta-voz do Exército de Israel afirmou que as ações do Irã colocam em risco o território do país e a estabilidade regional, mas ressaltou que o governo de Benjamin Netanyahu está preparado para seguir operando quando necessário para defender os israelenses.

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