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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Bloomberg: Banco da Inglaterra se recusa a devolver ouro a Maduro

O Banco da Inglaterra recusou ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, um pedido para entregar US$ 1,2 bilhão (R$ 4,5 bilhões) em barras de ouro, informou a Bloomberg neste sábado (26), citando fontes.


Sputnik

Em dezembro do ano passado, Maduro declarou que seu país tem o direito de vender seu ouro independentemente das sanções dos EUA, e comentou a situação incerta em relação ao retorno do ouro venezuelano da Grã-Bretanha para a Venezuela.


Barras de ouro
© AFP 2018 / Paul J. Richards

Uma fonte anônima disse à agência que a decisão de não autorizar o pedido de retirada de ouro foi feita depois que altos funcionários dos EUA, inclusive o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, pressionaram seus homólogos britânicos a bloquearem o acesso a ativos no exterior por Maduro.

A Bloomberg observa que agora as autoridades norte-americanas estão tentando enviar dinheiro do Estado venezuelano depositado no estrangeiro para Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela, com o objetivo aumentar as chances de obter controle sobre o governo.

Guaidó chamou a decisão do Banco da Inglaterra de "proteção dos ativos" da Venezuela.

"Começa o processo de proteção de ativos venezuelanos. Não vamos permitir mais abusos e que roubem o dinheiro destinado aos alimentos, medicamentos e, portanto, ao futuro de nossos filhos", escreveu o político no seu Twitter.

Segundo a publicação, o total das reservas externas do Banco Central da Venezuela é de US$ 8 bilhões (R$ 30,1 bilhões). Parte dos ativos está no Banco da Inglaterra, a localização da outra parte é desconhecida.

Mais cedo, foi informado que a Venezuela decidiu transferir US$ 550 milhões (R$ 2 bilhões) em barras de ouro do Banco da Inglaterra por temer que estas fossem afetadas pelas sanções norte-americanas contra o país. Conforme relatado pela Reuters, trata-se de 14 toneladas de ouro. A implementação desses planos foi adiada por dois meses devido às dificuldades em obter o seguro necessário para movimentar uma grande carga de ouro.

Na quarta-feira (23), Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela. Os EUA, União Europeia e uma série de países da América Latina, inclusive o Brasil, manifestaram apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. Rússia, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia, Irã e China apoiam a permanência de Maduro.

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