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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Bolsonaro precisa de R$ 6,88 bilhões para comprar fragatas e blindados italianos

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta quarta-feira (25) de uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte. A pauta das conversa foi a extradição de Cesare Battisti e a compra de equipamentos militares.


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De acordo com o jornal italiano La Stampa, um dos pontos levantados seria o interesse dos italianos em vender ao Brasil fragatas Fremm e blindados ao custo de 1,6 bilhão de euros (6,88 bilhões de reais). 


Giuseppe Conte e Jair Bolsonaro a Davos
Giuseppe Conte e Jair Bolsonaro© Foto: Twitter/GiuseppeConte

A conversa foi confirmada ao jornal O Estado de S.Paulo pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno.

No entanto, para Pedro Paulo Rezende, jornalista especializado em assuntos militares e em Relações Internacionais, a compra é difícil de ser concretizada justamente pelo alto valor dos equipamentos.

Rezende justifica a escassez de dinheiro pelo fato de que nos últimos anos a Marinha gastou muito recurso no programa de desenvolvimento do submarino nuclear e na aquisição de quatro submarinos de tecnologia francesa.

"Eu duvido muito que a gente tenha condição de comprar essas fragatas agora porque são fragatas que custam 750 milhões de dólares cada uma", afirmou em entrevista à Sputnik Brasil.

Pedro Paulo Rezende diz que o Brasil, apesar de estar distante de comprar as fragatas italianas, necessita de novos equipamentos.

"Hoje em dia nós temos seis fragatas. Dessas, apenas três devem ter alguma condição de uso. Nós temos três corvetas, das quais só uma tem condição de uso, isso é totalmente insuficiente", explicou.

Outro país que poderia ajudar a esquadra brasileira é o Reino Unido. Segundo Rezende, eles estão prestes a ter que se livrar de alguns equipamentos.

"Nós temos necessidade urgente de pelo menos seis fragatas em boas condições de uso. Os britânicos poderiam nos ceder duas. Eles estão reavaliando os efetivos da Marinha Real em função dos custos de implantação do F-35 e da chegada de um porta-aviões", disse.

Mas o que pode tornar o negócio italiano vantajoso é a contrapartida oferecida por Giuseppe Conte. O primeiro-ministro italiano ofereceu atuar para que o acordo UE-Mercosul finalmente saia do papel.

Isso representaria a entrada de exportadores nacionais no mercado europeu, especialmente do setor agrícola. Além das fragatas, o Brasil também está de olho em carros de combate italianos.

"Nós estamos analisando a possibilidade de aquisição de carros de combate sobre rodas Centauro do exército italiano de segunda mão, que seriam extremamente bem-vindos porque eles se adéquam muito bem ao tipo de terreno do Brasil", completou Rezende.

A Sputnik Brasil entrou em contato com o Ministério da Defesa para saber informações sobre a possibilidade de compra dos equipamentos italianos, mas a pasta disse está "de mudança na chefia" e que só poderia dar uma resposta a partir do dia 29.

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