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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Bolsonaro se reúne com Poroshenko e apoia 'soberania da Ucrânia' (VÍDEO)

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta quinta-feira com o líder da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, em Davos, onde acontece o Fórum Econômico Mundial (FEM). O encontro fez parte de uma agenda de reuniões com líderes de direita na Europa.


Sputnik

"O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, discutiu as perspectivas de intensificar a cooperação comercial e econômica, em primeiro lugar nas áreas técnico-militar, investimento, energia, ciência e tecnologia e outras esferas. Convidei o novo presidente do Brasil a visitar a Ucrânia", escreveu Poroshenko em sua página no Twitter.


Jair Bolsonaro se encontrou com Pyotr Poroshenko em Davos, na Suíça
Jair Bolsonaro e Pyotr Poroshenko © Foto: Mikhail Palinchak / Presidência da Ucrânia

De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência ucraniana, "as partes enfatizaram a importância de restaurar a cooperação bilateral em larga escala em todas as áreas de interesse mútuo".

"Também foi acordado realizar uma reunião regular da Comissão Intergovernamental sobre Cooperação Comercial e Econômica no futuro próximo. As partes confirmaram interesse em retomar uma série de projetos industriais, energéticos, de infraestrutura e outros projetos suspensos pela administração anterior do Brasil", acrescentou a nota.

O governo ucraniano reforçou ainda que "o Presidente do Brasil apoiou a independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia", e que "Pyotr Poroshenko e Jair Bolsonaro notaram a importância da contribuição da comunidade ucraniana do Brasil para o desenvolvimento da amizade e da parceria estratégica entre a Ucrânia e o Brasil".

A aproximação de Bolsonaro com Poroshenko marca um alinhamento mais claro entre Brasília e Kiev. Ajudou o fato que o presidente da Ucrânia criticou o governo venezuelano de Nicolás Maduro em Davos, classificando-o como um exemplo catastrófico do populismo.

"Agora temos um enorme perigo de populismo. Aqueles que querem entender o que significa declarar um preço fixo abaixo do mercado para um determinado produto para as pessoas - isso é o que Chávez e Maduro fizeram em Caracas, Venezuela", disse Poroshenko durante o discurso no café da manhã ucraniano na cidade suíça.

"E agora o povo da Venezuela diz 'não' ao populismo, 'não' aos políticos irresponsáveis. Quero declarar que vamos nos ater ao curso das reformas. Como presidente, farei tudo para garantir a irreversibilidade desse progresso, a fim de tornar impossível o retorno ao Império Russo. Isso é inaceitável", prosseguiu Poroshenko, criticando a Rússia, aliada de Maduro.

Bolsonaro também avaliou como positivo o encontro com Poroshenko. Ele exaltou o encontro que teve com o presidente ucraniano e com o líder polonês Andrzej Duda, duas das reuniões previstas na sua agenda desta quinta-feira em Davos.

Ele ainda se encontrou com os presidentes da Colômbia, Iván Duque Marquez, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e os primeiros-ministros da Holanda, Mark Rutte, e da República Tcheca, Andrej Babis.

Na quarta-feira, Bolsonaro se reuniu com os primeiros-ministros da Itália, Giuseppe Conte, e do Japão, Shinzo Abe, e o presidente da Suíça, Ueli Maurer. O presidente brasileiro também participou de um jantar com líderes da América Latina.

Praticamente todos os encontros do presidente do Brasil com líderes mundiais privilegiaram autoridades com agendas nacionalistas, de viés direitista, e com forte crítica ao acolhimento de imigrantes por meio de organismos internacionais como a União Europeia (UE) e a ONU.

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