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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Curdistão iraquiano tortura crianças para confessarem que eram do EI, diz ONG

A organização não governamental Human Rights Watch (HRW) denunciou nesta terça-feira que o governo da região autônoma do Curdistão iraquiano está "torturando" crianças para que confessem que fizeram parte do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).


EFE

Cairo - HRW entrevistou 20 crianças, com idades entre 14 e 17 anos, acusadas ou condenadas por afiliação ao EI no reformatório de mulheres e crianças em Erbil, capital do Curdistão, em novembro de 2018, além de três crianças que tinham sido libertadas recentemente.


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Peshmergas (militares curdos iraquianos) © REUTERS / Azad Lashkari

Das 23 crianças, 16 disseram que um ou mais oficiais dos Asayish (oficiais de segurança curdos) "os tinham torturado durante o interrogatório nas instalações" e batido "em todo o corpo com canos de plástico, cabos elétricos ou barras", e que inclusive "usaram descargas elétricas".

Além disso, a ONG indicou que a maioria das crianças disseram que "não tinham acesso a um advogado e que não tinham permissão para ler as confissões que os 'Asayish' escreveram e as obrigaram a assinar". Segundo HRW, "a maioria das crianças disseram que os seus interrogadores os disseram o que deveriam confessar".

"Primeiro, disseram que deveria afirmar que estava com o EI, então, aceitei", disse uma criança de 14 anos à HRW. "Depois, comentaram que tinha que dizer que trabalhei para o EI durante três meses. Eu disse que não fazia parte do EI, mas me falaram: 'Não, você tem que dizer".

Após "duas horas de interrogatório e tortura", aceitou, revelou organização humanitária, citando um dos depoimentos dos entrevistados.

"Quase dois anos depois que o governo regional do Curdistão prometeu investigar a tortura de crianças detidas, isso ainda ocorre com uma frequência alarmante", argumentou Jo Becker, diretora de defesa dos direitos das crianças para a HRW.

Em dezembro de 2017, a Human Rights Watch denunciou que as autoridades iraquianas estavam cometendo "abusos" de forma "desenfreada" contra os detidos suspeitos de pertencerem ao EI.

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