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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Espanha pede intervenção da UE para que haja eleições na Venezuela

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Josep Borrell, afirmou nesta quinta-feira que a prioridade na Venezuela deve ser "evitar que a coisa piore" e considerou que isso exige "uma intervenção" da União Europeia "para que haja eleições livres, democráticas e com garantias".


EFE

Madri - "Vamos fazer com que este processo (eleições) aconteça", disse Borrell, em entrevista coletiva ao ser perguntado sobre a posição da UE com relação à autoproclamação do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como "presidente interino" da Venezuela.


Protesto em Caracas em foto de 23 de janeiro. EFE/ Miguel Gutiérrez
Protesto em Caracas em foto de 23 de janeiro. EFE/ Miguel Gutiérrez

O ministro ressaltou que a UE "tem uma posição comum firme e clara na exigência de eleições que até agora (o presidente Nicólas) Maduro não queria".

Borrell também lamentou a "extraordinária lentidão" da UE para tomar decisões e disse que, "se não tivéssemos demorado quatro meses para decidir" criar um "grupo de contato" europeu com o governo de Maduro e com a oposição venezuelana, "talvez o tema tivesse sido de utilidade".

Agora, o prioritário é, segundo Borrell, convocar um Conselho Europeu de Relações Exteriores para chegar a acordos e impulsionar a política comum da UE de exigir a realização de eleições.

Ao ser questionado sobre quem ele considera que deveria convocar essas eleições, se Maduro ou Guaidó, Borrell respondeu que "isso é o que temos que ver" e reconheceu que a Espanha tem uma opinião a respeito, mas "não é para dá-la em uma entrevista coletiva, mas para trabalhá-la" no âmbito da UE.

O ministro enfatizou que é necessário que a UE decida com rapidez sua posição, já que a situação na Venezuela "pode degenerar para a instabilidade".

"Temos que evitar que a coisa piore, e isso exige uma intervenção da UE para que haja eleições; vamos fazer com que este processo aconteça", assinalou Borrell.

Para o ministro espanhol, é óbvio que, para promover eleições na Venezuela, será necessário "um contato com o regime de Maduro".

Em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, o presidente do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, falou com Guaidó, a quem transferiu a mensagem de que eleições democráticas e transparentes são a saída "idônea e natural" para a crise na Venezuela, segundo disseram fontes de seu governo.

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