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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Especialista: conceito de defesa antimísseis de Trump agravará relações com Rússia e China

Segundo a Associação de Controle de Armas americana (ACA), o novo relatório referente à política dos EUA sobre a defesa antimísseis complicará as relações com a Rússia e a China, o que irá ameaçar a estabilidade estratégica.


Sputnik

O relatório foi tornado público na quinta-feira (17) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e apresenta uma estratégia atualizada para o desenvolvimento do sistema nacional de defesa antimísseis.


Teste de mísseis THAAD (foto de arquivo)
CC BY 2.0 / Agência de Defesa contra Mísseis dos EUA / THAAD

"O tão esperado relatório sobre a defesa antimísseis da administração Trump divulgado hoje propõe uma expansão significativa e dispendiosa do papel e do âmbito da defesa antimísseis dos EUA, o que provavelmente reforçará as preocupações da Rússia e da China quanto à ameaça às suas forças estratégicas de dissuasão nuclear, minará a estabilidade estratégica e complicará ainda mais as perspectivas de novas reduções nas armas nucleares", escreveu um dos líderes da associação, Kingston Reif.

O documento analisa as ameaças existentes e futuras e estabelece as principais direções para o desenvolvimento do sistema, de acordo com as estratégias atuais dos EUA nos setores das forças nucleares e de defesa.

"O novo plano pode aumentar significativamente as preocupações da Rússia e da China sobre a ameaça que o sistema de defesa antimísseis dos EUA representa para o seu potencial de retaliação nuclear", diz o artigo do especialista no site da organização.

Trump, em seu discurso, afirmou que os EUA estão prontos para interceptar "os lançamentos de mísseis de potências hostis, independentemente do tipo de míssil ou origem geográfica". Para o autor, em vez de "gastar bilhões em uma expansão potencialmente perigosa do sistema de defesa antimísseis", as autoridades dos EUA devem se concentrar em eliminar os sistemas existentes e melhorar as capacidades de detectar e rastrear mísseis.

Estudos anteriores já haviam mostrado que os interceptadores baseados no espaço são "inacessíveis, inoperantes e extremamente desestabilizadores" para o sistema de segurança mundial, recorda o especialista.

"Os Estados Unidos devem se engajar em um amplo diálogo com Rússia e China em questões de estabilidade estratégica, incluindo a defesa antimísseis, e abandonar passos extremamente desestabilizadores, como colocar interceptadores no espaço e testar o [antimíssil] SM-3 Block IIA contra mísseis balísticos intercontinentais", conclui Reif.

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