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Fuzileiros Navais do Brasil e dos EUA ratificam acordo de cooperação

Diálogo conversou com o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil (MB) Nélio de Almeida para conhecer detalhes dessa parceria
Por Marcos Ommati | Diálogo Américas | Poder Naval

Criar mais oportunidades de intercâmbio de conhecimento e treinamento combinado entre os Fuzileiros Navais do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o objetivo principal de um plano de cinco anos ratificado em fevereiro de 2019 entre os representantes de ambas as forças, o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil Nélio de Almeida, comandante do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil e presidente nacional da Associação de Veteranos desta força, e o Contra-Almirante Michael F. Fahey III, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais Sul dos EUA (MARFORSOUTH, em inglês). O C Alte Nélio recebeu Diálogo em seu escritório na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, para dar detalhes do acordo e conversar sobre outros temas de interesse das marinhas do Brasil e de outros países da região e dos E…

Especialistas dos EUA estão 'preocupados' com novo míssil russo de alta precisão Kalibr-M

Os especialistas dos EUA reagiram com preocupação à notícia que a Rússia receberia um novo míssil para o sistema de armas de alta precisão Kalibr, com um raio de ação maior, informa The National Interest.


Sputnik

De acordo com a edição, se a versão anterior 3M14 deste míssel para o sistema Kalibr tem um alcance de 1.500 a 2.500 quilômetros, o míssil Kalibr-M atualizado poderá ser usado a uma distância de mais de 4.500 quilômetros, mas para isso é necessário aumentar suas dimensões e peso.


Um navio da Marinha russa lança o míssil Kalibr contra as posições do grupo terrorista Frente Al-Nusra no mar Mediterrâneo (foto do arquivo)
Lançamento de míssil Kalibr © Foto : Ministério da Defesa da Federação da Rússia

"No entanto, não parece que o aumento das dimensões vá afetar negativamente a compatibilidade do míssil com os navios", afirma The National Interest.

Kalibr-M pode ser instalado em navios de superfície e submarinos nucleares, incluindo os novos submarinos da classe Yasen. A edição americana não exclui que o míssil melhorado também tenha outras vantagens. Particularmente, a publicação destaca seus sistemas de orientação e proteção eletrônica. A publicação também refere que o míssil pode ser equipado com ogivas convencionais ou nucleares.

Além disso, The National Interest lembra que o antecessor do Kalibr-M já foi usado na Síria para destruição de objetivos terrestres e que os mísseis foram lançados a partir de submarinos. A edição americana relata que primeiramente o Kalibr foi projetado para superar os mísseis Tomahawk dos EUA, que estão ficando desatualizados.

Mas se o primeiro Kalibr, segundo o autor da publicação Mark Episkopos, é pouco melhor que os mísseis norte-americanos, a vantagens do Kalibr-M são muito significativas. Kalibr-M supera seu concorrente americano por seu alcance: 4.500 quilômetros contra 1.700. Além disso, o Kalibr-M será tão rápido como Kalibr 3M14 anterior, o que significa que irá superar bastante o Tomahawk em velocidade.

No entanto, a publicação lembra que, mesmo antes do aparecimento de informações sobre o desenvolvimento do míssil modernizado, representantes do Pentágono expressaram sua preocupação com os mísseis já existentes que a Rússia possui.

O comandante da Marinha dos EUA na Europa, almirante James Foggo, disse que se o Kalibr for lançado a partir do mar Negro, mar Mediterrâneo ou mar Cáspio, ele pode alcançar qualquer capital europeia. Isso, segundo o almirante, é preocupante e se o Kalibr-M justificar as expectativas esses receios "se tornarão maiores", conclui The National Interest.

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