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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

EUA consideram manter tropas em base na Síria para combater Irã, diz mídia

Apesar da recente declaração do presidente norte-americano Donald Trump sobre a retirada de tropas da Síria, Washington está pensando manter algumas tropas na base militar em Al-Tanf, situada no sudeste da Síria e utilizada pelas forças da coalizão liderada pelos EUA, a fim de combater o poder do Irã na região, comunicou a revista Foreign Policy.


Sputnik

Anteriormente, uma fonte anônima disse à agência AFP que os EUA tinham começado a retirar equipamentos não essenciais da Síria, enquanto o pessoal militar norte-americano ainda permanece no país.


U.S. Marines with 3d Battalion, 7th Marine Regiment, attached to Special Purpose Marine Air-Ground Task Force, Crisis Response-Central Command, prepare to board an MV-22 Osprey on to a site near At-Tanf Garrison, Syria, on Sept. 7, 2018. (U.S. Marine Corps photo by Cpl. Carlos Lopez)
U.S. Marine Corps photo by Cpl. Carlos Lopez

"Al-Tanf é um elemento crucial no esforço de prevenir que o Irã estabeleça um canal terrestre de comunicação desde o Irã através do território iraquiano e sírio até ao sul do Líbano a fim de apoiar o Hezbollah libanês", declarou um alto representante militar dos EUA.

O Irã foi acusado repetidamente de ter forças militares na Síria, bem como de tentativas de construir uma base lá. Porém, Teerã desmentiu veementemente essas acusações, insistindo que a sua presença militar no país se limita a conselheiros militares enviados a Damasco para ajudar na luta contra os terroristas.

A revista citou também um alto funcionário dos EUA, segundo o qual a permanência em Al-Tanf pode levantar questões jurídicas para a administração Trump.

Primeiro, a Autorização de Uso de Força Militar de 2001 estipula que o uso da força contra militantes, mas não contra nações como o Irã, por mais crítica que a situação seja. Segundo, aqui surgem dúvidas sobre se Trump aprovaria um plano que mantenha as forças dos EUA na Síria no meio da atual retirada de tropas deste país.

Anteriormente, Hilal Hilal, o vice-secretário-geral do partido governista Baath, disse que Damasco iria continuar exigindo a saída das tropas norte-americanas da base em Al-Tanf.

"A Síria tem o direito natural de defender cada pedaço de sua terra de uma ocupação estrangeira. Isso foi sempre dito pelo presidente sírio, Bashar Assad. E nós acreditamos que qualquer base militar criada em terra síria sem autorização do presidente e do governo sírio é uma presença de forças invasoras e de ocupação", afirmou.

Em 19 de dezembro, Donald Trump declarou a vitória dos EUA contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países) na Síria, destacando que o grupo terrorista era o único motivo pelo qual as tropas americanas se encontravam no país árabe. Posteriormente, a porta-voz da Casa Branca afirmou que os EUA iniciaram a retirada das forças da Síria, observando que isso não significaria "o fim da luta da coalizão internacional liderada pelos EUA contra o Daesh".

Desde 2014, os EUA e seus aliados têm realizado uma operação contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) no Iraque e na Síria. Os norte-americanos operam sem a permissão das autoridades sírias, que consideram essas ações como ocupação. Havia cerca de dois mil militares dos EUA no país que, junto com as Forças Democráticas da Síria, controlavam territórios no leste e no nordeste, ricos em recursos naturais.

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