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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

EUA impõem sanções contra petrolífera estatal da Venezuela

Medidas têm como objetivo limitar exportações de petróleo para os EUA e devem resultar em prejuízos bilionários para a PDVSA. Maduro classifica sanções de "criminosas" e promete retaliação.


Deutsch Welle

O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (28/01) sanções contra a estatal venezuelana Petróleos de Venezuela (PDVSA), com o objetivo de limitar as exportações de petróleo do país para os Estados Unidos e pressionar o presidente Nicolás Maduro a renunciar ao cargo.


PDVSA
Em meio à crise econômica, sanções contra PDVSA atingem fonte de renda crucial para a Venezuela

O governo americano não chegou a banir a compra de petróleo da Venezuela por empresas americanas, mas decidiu que os pagamentos das transações serão direcionados para uma conta bloqueada, o que deve levar a PDVSA a reduzir as exportações para os EUA, seu principal cliente.

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, afirmou que 7 bilhões de dólares da PDVSA serão imediatamente bloqueados como resultados das sanções. A companhia também deve perder 11 bilhões de dólares em receitas de exportações ao longo do próximo ano, afirmou.

"Estamos em total choque. A companhia já está muito abalada", disse à agência de notícias Reuters um alto executivo da PDVSA que preferiu não ser identificado.

Maduro prometeu adotar medidas legais contra as sanções e retaliar, embora não tenha anunciado medidas específicas. Ele classificou as sanções de "criminosas".

"Daremos uma resposta recíproca e convincente, necessária para defender os interesses da Venezuela, no devido tempo", disse Maduro.

Em reação às novas sanções americanas, a PDVSA passou a exigir pré-pagamentos dos petroleiros com destino aos EUA que aguardavam receber a carga nos portos da Venezuela.

A Citgo Petroleum, subsidiária americana da PDVSA no setor de refinamento de petróleo, é o ativo mais importante da Venezuela no exterior.

Com as sanções, o governo Trump espera fortalecer o líder da oposição venezuelana e presidente interino autoproclamado, Juan Guaidó, para que novas eleições sejam convocadas. A legitimidade do pleito em que Maduro foi eleito para um segundo mandato, em maio do ano passado, é amplamente contestada.

Em uma entrevista à CNN nesta segunda-feira, Guaidó afirmou que havia conversado com Trump "e outros presidentes na região", sem revelar detalhes. Separadamente, Guaidó disse que o Parlamento venezuelano nomeará novas diretorias para a PDVSA e para a Citgo.

Maduro e Guaidó estão disputando o apoio das Forças Armadas do país, que ainda mantêm o apoio a Maduro. O líder oposicionista convocou os venezuelanos a participarem de uma nova jornada de protestos nesta quarta-feira e no próximo sábado, quando expira o ultimato de membros da União Europeia (UE) para que Caracas planeje novas eleições.

Até o momento, a administração Trump vinha evitando atacar o setor petroleiro da Venezuela por temores de que as refinarias americanas fossem afetadas e de que a crise econômica no país se aprofundasse ainda mais.

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