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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

EUA reconhecem Guaidó: 'plano de intervenção' da Venezuela

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, rompeu as relações com os EUA após o reconhecimento de Washington do oposicionista Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Segundo o deputado venezuelano Saúl Ortega, essa ação dos EUA é parte do plano de intervenção no país caribenho.


Sputnik

O anúncio da Casa Branca foi seguido pelos países da América Latina, inclusive o Brasil, que manifestaram apoio a Guaidó e à oposição venezuelana.


Líder da oposição, Juan Guaidó, durante manifestação em Caracas, Venezuela
© REUTERS / Carlos Garcia Rawlins

O membro da Assembleia Constituinte do Partido Socialista Unido (PSUV), Saúl Ortega, afirmou à Sputnik Mundo que o reconhecimento de Guaidó demonstra que "está em marcha um plano de intervenção contra a Venezuela pelos EUA, uma pretensão de colonizar este país".

"Guaidó não é algo mais de que um boneco dos gringos. Está chegando o tempo de batalha pela liberação do nosso país e pela expulsão do imperialismo e seus aliados da Venezuela. Submeter-se às pretensões territoriais de um país estrangeiro, neste caso do imperialismo estadunidense, é um ato de traição da pátria", opina Ortega, que anteriormente presidiu o Parlamento do Mercosul.

Anteriormente, Donald Trump afirmou que não exclui intervenção militar no país caribenho. Quanto a essa possibilidade, o deputado declarou que as Forças Armadas do seu país nasceram "do pai libertador", Simón Bolívar, e por isso "são patrióticas e nacionalistas". Nesse sentido, Ortega considera que permanecerão leais ao governo.

"Como todo o povo venezuelano, nós não aceitamos nem ingerência, nem intervenção gringa na Venezuela. Os traidores serão tratados como tal, como traidores da pátria", afirmou, acrescentando que "por enquanto na Venezuela há relativa paz e tranquilidade", apesar das pretensões do imperialismo de "perturbar a ordem pública e a paz da república".

"Nosso povo lutará pela sua tranquilidade e sua paz. Assim como lutamos pela nossa soberania e nossa independência", comentou Ortega.

Apesar de o reconhecimento de Guaidó como presidente interino ser dirigido à Venezuela, o deputado indicou que está sendo incorporado "um plano de recolonização da América latina e do Caribe".

"Recentemente, o presidente da Argentina [Mauricio] Macri e [seu homólogo do Brasil, Jair] Bolsonaro tomaram ações contra o Mercosul, o que nos indica que eles pretendem restabelecer a ALCA [Área de Livre Comércio das Américas], que é um projeto colonizador para toda a nossa América, para subordinar a América Latina aos interesses estadunidenses", concluiu.

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