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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Ex-chefe da Força Aérea de Israel: 'A Rússia é a única que pode tirar o Irã da Síria'

A declaração vem logo depois de o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã ter ignorado as alegações das Forças de Defesa de Israel (IDF) de terem atingindo alvos militares iranianos na Síria um pouco mais de uma semana atrás, incluindo armazéns e campo de treinamento perto do Aeroporto Internacional de Damasco.


Sputnik

O ex-chefe da Força Aérea de Israel (IAF), Amir Eshel, afirmou na segunda-feira (28) ao jornal Haaretz que "a Rússia é a única que pode tirar o Irã da Síria", e que "não há possibilidade militar de tirá-los [iranianos]" do país árabe.


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Amir Eshel | Reprodução

Discursando no Instituto Nacional de Pesquisa em Segurança, Eshel, que comandou a Força Aérea israelense até 2017, observou que "há uma grande chance de os russos darem uma reviravolta em nós". Enquanto o ex-militar descartava que Israel esteja à beira da guerra, enfatizou que "não devemos nos iludir, pode-se desenvolver e vimos isso com o disparo do míssil no [monte] Hermon".

Eshel se referiu ao caso no início deste mês em que um míssil foi disparado contra o norte das Colinas de Golã e interceptado pela Cúpula de Ferro israelense acima do resort de esqui Monte Hermon.

O míssil foi lançado após informações de que os sistemas de defesa antiaérea sírias haviam repelido um ataque aéreo israelense contra supostos alvos iranianos perto do Aeroporto Internacional de Damasco.

Segundo o ex-chefe da IAF, "a única alternativa para a situação atual é a opção virtualmente impossível que os americanos atuem de maneira global, mas não acho que isso vá acontecer. Acho que os sírios também não querem um barril de pólvora iraniano no seu quintal".

Mais posteriormente, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) considerou infundadas as alegações israelenses sobre ataques aéreos às bases iranianas na Síria. "Se o IRGC tivesse tido 12 casualidades fatais, deveria ter havido funerais no Irã nos últimos 20 dias", disse a agência de notícias Mehr citou as palavras do porta-voz do IRGC.

As tensões entre os dois países crescem em decorrência da operação aérea israelense contra a Síria. No início deste mês, Netanyahu alertou as suspeitas forças iranianas na Síria para "sair de lá rapidamente", acrescentando que Israel "não vai parar de atacar". O aviso foi seguido por dois ataques de Israel contra o Aeroporto Internacional de Damasco.

Israel acusa o Irã de estar militarmente presente na Síria. No entanto, Teerã nega fortemente as alegações e insiste que sua presença no país é limitada ao envio de assessores militares a pedido de Damasco para ajudar a combater o terrorismo.

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