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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Ex-enviado americano: não há plano após retirada das tropas dos EUA da Síria

O ex-enviado especial dos EUA para as forças anti-Daesh na Síria alertou que a retirada das tropas norte-americanas do país pode ter consequências devastadoras, já que "não há um plano" para o que vem a seguir.


Sputnik

Brett McGurk, o ex-enviado especial do presidente Donald Trump para a Coalizão Global contra o Daesh, disse durante o programa "Face the Nation", da emissora CBS, que não há um plano de retirada concreto.


As forças dos EUA na sede da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG) perto de Malikiya, na Síria, em 25 de abril de 2017.
Militares norte-americanos na Síria © REUTERS / Rodi Said

"Acredite em mim, não há planos para o que virá em seguida. No momento, não temos um plano", disse ele.

"[Isso] aumenta a vulnerabilidade da nossa força, aumenta o risco em terra na Síria", acrescentou ele, sugerindo que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi contra o conselho esmagador de sua equipe de segurança nacional ao tomar sua decisão.

"Neste caso, acho que toda a equipe de segurança nacional tinha uma visão, e o presidente em uma conversa com o presidente (turco) Erdogan acabou de reverter completamente a política", disse McGurk.

McGurk, que apresentou sua renúncia pouco depois do presidente Trump anunciar a retirada soldados norte-americanos da Síria, argumentou que a ausência de forças americanas criaria um vazio na liderança e levaria a aberturas para o Daesh se recuperar. Ele rejeitou a ideia de que a Turquia seria capaz de substituir o papel dos EUA.

"É preciso liderança americana e é preciso presença americana, e acabamos de dizer ao mundo que não vamos mais estar presentes", disse ele.

O vice-presidente Mike Pence, durante o mesmo programa, afirmou que Daesh "foi derrotado". O Conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, no início deste mês, indicou que os EUA não sairiam do país sem a derrota total de Daesh e com garantias da Turquia de que esta não vai atacar os combatentes curdos apoiados pelos EUA na Síria. O secretário de Estado, Mike Pompeo, também disse que os EUA continuam na região com a mesma missão que sempre tiveram e que a retirada das tropas é uma "mudança tática".

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