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Fuzileiros Navais do Brasil e dos EUA ratificam acordo de cooperação

Diálogo conversou com o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil (MB) Nélio de Almeida para conhecer detalhes dessa parceria
Por Marcos Ommati | Diálogo Américas | Poder Naval

Criar mais oportunidades de intercâmbio de conhecimento e treinamento combinado entre os Fuzileiros Navais do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o objetivo principal de um plano de cinco anos ratificado em fevereiro de 2019 entre os representantes de ambas as forças, o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil Nélio de Almeida, comandante do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil e presidente nacional da Associação de Veteranos desta força, e o Contra-Almirante Michael F. Fahey III, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais Sul dos EUA (MARFORSOUTH, em inglês). O C Alte Nélio recebeu Diálogo em seu escritório na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, para dar detalhes do acordo e conversar sobre outros temas de interesse das marinhas do Brasil e de outros países da região e dos E…

França criará força espacial seguindo os passos dos EUA?

A ideia de Donald Trump de criar forças espaciais foi apoiada pela ministra da Defesa da França, Florence Parly, que propôs ao presidente francês, Emmanuel Macron, criar uma força semelhante na França. O chefe da agência espacial francesa CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais), Jean-Yves Le Gall, comenta a situação.


Sputnik

No dia 7 de setembro, durante a visita no Centro de Pesquisas Espaciais em Toulouse, a ministra da Defesa da França, Florence Parly, lembrou a "atividade suspeita de um satélite russo perto de um satélite de telecomunicações europeu", se manifestou pelo reforço do papel do Comando Espacial das Forças Armadas francesas (CIE), criado em 2010, e propôs criar uma força espacial.


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Florence Parly | Reprodução

Na coletiva de imprensa da agência espacial francesa CNES o correspondente da Sputnik França interrogou o chefe da agência, Jean-Yves Le Gall, sobre esta iniciativa. O responsável recordou que o CNES já participa da criação de satélites militares.

O chefe da agência espacial francesa afirmou que o plano sobre a defesa espacial foi enviado ao presidente francês e não ao chefe da CNES. "Agora a maioria dos satélites militares em órbita conta com a participação da CNES. Nós esperamos as decisões a serem tomadas", comentou Jean-Yves Le Gall.

A agência tem funções duplas, civis e militares, estando ao serviço do Ministério da Defesa e exercendo igualmente funções civis, tais como a ajuda humanitária e previsão de calamidades naturais, segundo o representante da agência.

Jean-Yves Le Gall opina que o objetivo anunciado por Florence Parly em Toulouse consiste na renovação de satélites de observação e comunicação, modernização da observação com o uso de radiolocalização e desenvolvimento de armas contra satélites.

Quanto à necessidade de revisão do tratado da ONU que limita a atividade militar no espaço, Jean-Yves Le Gall ressaltou a CNES está cooperando com a ONU e que, possivelmente, há razões para rever o tratado, mas, além de boas intenções, ainda não foram apresentadas nenhumas iniciativas concretas.

"Quero assinalar que, se a França apenas tem a intenção de acelerar o desenvolvimento das forças espaciais, muitos países, tais como a China, a Rússia ou o Japão, já estão lançando muito mais satélites militares do que a Europa", declarou ele.

Os investimentos estatais franceses na esfera espacial aumentarão em 2019 em cerca de 14% e serão de 1,9 bilhões de euro (R$ 8 bilhões). Segundo as alterações da lei sobre o planejamento militar para 2019-2025, o orçamento será de 3,6 bilhões de euro (R$ 15,3 bilhões), o que, segundo Jean-Yves Le Gall, apenas confirma que a esfera espacial adquire uma importância prioritária.

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