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'Queremos que a Venezuela volte à democracia', diz Bolsonaro a TV dos EUA

Em entrevista à Fox News, o presidente também defendeu o muro para separar EUA do México. Nesta terça, ele vai se encontrar com Donald Trump.
Por G1

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista à TV norte-americana na madrugada desta terça-feira (19) que a Venezuela estará no centro das discussões durante o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, nesta tarde.

Ao canal Fox News, Bolsonaro reafirmou que o presidente norte-americano mantém "todas as opções na mesa"em relação à Venezuela. "Nós não podemos falar em todas as possibilidades, mas o que for possível de forma diplomática", disse Bolsonaro, segundo tradutor da emissora.

A entrevista foi ao ar com tradução simultânea, e em alguns trechos não foi possível ouvir o que o presidente respondeu. Bolsonaro disse que o Brasil é o país mais interessado em pôr fim ao governo de Nicolás Maduro.

O presidente afirmou que o governo brasileiro está alinhado ao de Trump. "Hoje temos nova ideologia,…

França criará força espacial seguindo os passos dos EUA?

A ideia de Donald Trump de criar forças espaciais foi apoiada pela ministra da Defesa da França, Florence Parly, que propôs ao presidente francês, Emmanuel Macron, criar uma força semelhante na França. O chefe da agência espacial francesa CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais), Jean-Yves Le Gall, comenta a situação.


Sputnik

No dia 7 de setembro, durante a visita no Centro de Pesquisas Espaciais em Toulouse, a ministra da Defesa da França, Florence Parly, lembrou a "atividade suspeita de um satélite russo perto de um satélite de telecomunicações europeu", se manifestou pelo reforço do papel do Comando Espacial das Forças Armadas francesas (CIE), criado em 2010, e propôs criar uma força espacial.


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Florence Parly | Reprodução

Na coletiva de imprensa da agência espacial francesa CNES o correspondente da Sputnik França interrogou o chefe da agência, Jean-Yves Le Gall, sobre esta iniciativa. O responsável recordou que o CNES já participa da criação de satélites militares.

O chefe da agência espacial francesa afirmou que o plano sobre a defesa espacial foi enviado ao presidente francês e não ao chefe da CNES. "Agora a maioria dos satélites militares em órbita conta com a participação da CNES. Nós esperamos as decisões a serem tomadas", comentou Jean-Yves Le Gall.

A agência tem funções duplas, civis e militares, estando ao serviço do Ministério da Defesa e exercendo igualmente funções civis, tais como a ajuda humanitária e previsão de calamidades naturais, segundo o representante da agência.

Jean-Yves Le Gall opina que o objetivo anunciado por Florence Parly em Toulouse consiste na renovação de satélites de observação e comunicação, modernização da observação com o uso de radiolocalização e desenvolvimento de armas contra satélites.

Quanto à necessidade de revisão do tratado da ONU que limita a atividade militar no espaço, Jean-Yves Le Gall ressaltou a CNES está cooperando com a ONU e que, possivelmente, há razões para rever o tratado, mas, além de boas intenções, ainda não foram apresentadas nenhumas iniciativas concretas.

"Quero assinalar que, se a França apenas tem a intenção de acelerar o desenvolvimento das forças espaciais, muitos países, tais como a China, a Rússia ou o Japão, já estão lançando muito mais satélites militares do que a Europa", declarou ele.

Os investimentos estatais franceses na esfera espacial aumentarão em 2019 em cerca de 14% e serão de 1,9 bilhões de euro (R$ 8 bilhões). Segundo as alterações da lei sobre o planejamento militar para 2019-2025, o orçamento será de 3,6 bilhões de euro (R$ 15,3 bilhões), o que, segundo Jean-Yves Le Gall, apenas confirma que a esfera espacial adquire uma importância prioritária.

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